Um momento de tensão terminou em alívio e emoção na noite de 17 de dezembro, em Barueri. Uma jovem de 19 anos deu à luz dentro de um carro, em frente ao Sameb Barueri, com o apoio decisivo de agentes da Guarda Civil Municipal de Barueri e, na sequência, da equipe médica da unidade.
O caso aconteceu por volta das 19h, quando os GCMs realizavam patrulhamento a pé e haviam parado em frente ao Sameb para um ponto de visibilidade. A atenção foi chamada por um veículo que se aproximou em alta velocidade, buzinando insistentemente. O motorista desceu pedindo ajuda e informou que o bebê estava prestes a nascer.
Ao se aproximarem do carro, os guardas constataram que a jovem Eshiley Saldana de Oliveira já estava em trabalho de parto avançado. A equipe se organizou rapidamente: parte dos agentes isolou a área e acionou o socorro médico, enquanto outros buscaram acalmar a gestante.
Devido à rapidez do parto, não houve tempo de levá-la para dentro da unidade. Com base no treinamento recebido, o GCM Raphael Mesquita auxiliou diretamente no nascimento do bebê. “É uma ocorrência que a gente acha que nunca vai se deparar. Tentamos manter a calma e manter a calma dela também”, relatou.
Segundo o agente, o momento exigiu atenção redobrada. “Quando o nenê nasceu, segurei a cabecinha para não cair. Ele nasceu com o cordão enrolado no pescoço, eu desenrosquei para não afogar. Depois ele respirou, e a enfermeira orientou que eu o colocasse no peito da mãe”, contou Mesquita.

Logo em seguida, a equipe de enfermagem do Sameb chegou ao local, cobriu mãe e bebê, realizou o corte do cordão umbilical e conduziu ambos para atendimento médico adequado. Miguel Henrique nasceu com 2,445 quilos e 44 centímetros, em boas condições de saúde, assim como a mãe.
Ainda emocionada, Eshiley relembrou o momento e destacou o apoio recebido. “Eu estava com muita dor e medo de algo dar errado. Quando os guardas conversaram comigo, fiquei mais tranquila. Assim que ele nasceu, colocaram ele no meu peito”, afirmou.
Para a corporação, o caso reforça o papel da Guarda além da segurança pública. “A Guarda está na rua para servir e proteger a todos, independentemente da situação”, concluiu Raphael Mesquita, resumindo um episódio que ficará marcado na memória da família e dos profissionais envolvidos.
Foto: Ana Guice/PMB
