
Mudanças atingem cúpula da Polícia Militar e ocorrem após troca no comando da Segurança Pública
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), promoveu uma reestruturação no alto escalão da Secretaria da Segurança Pública (SSP) com a substituição de chefias estratégicas da Polícia Militar do Estado de São Paulo. As mudanças ocorreram após a saída de Guilherme Derrite do cargo de secretário da pasta e foram publicadas no Diário Oficial do Estado.
Trocas na cúpula da PM
Foram substituídos o corregedor-geral da PM, coronel Fábio Sérgio do Amaral, e o chefe do setor de Inteligência, coronel Pedro Luís de Souza Lopes, além de outros três oficiais do alto comando. Segundo o governo, as alterações fazem parte de uma reorganização administrativa decorrente da mudança no comando da secretaria.
Nova configuração da Segurança Pública
Após a saída de Derrite, o governador confirmou Henguel Ricardo Pereira como secretário-executivo da SSP, cargo que o coloca como número dois da hierarquia da pasta, ao lado do secretário Osvaldo Nico Gonçalves. Nos bastidores, Henguel já era apontado como nome influente na estrutura da secretaria, embora enfrentasse resistências internas durante a gestão anterior.
Com a mudança, o coronel Rinaldo de Araújo Monteiro assumiu a chefia da Casa Militar e a coordenação da Defesa Civil do Estado, funções antes ocupadas por Henguel. Monteiro atua na Defesa Civil desde 2023 e era coordenador adjunto do órgão.
Corregedoria e Inteligência
Para a Corregedoria da Polícia Militar, foi designado o coronel Alex dos Reis Asaka, que chefiava o Comando de Policiamento de Área Metropolitana Onze (CPA/M-11), responsável pela Zona Leste da capital. Já o setor de Inteligência da PM passou a ser comandado pelo coronel Caio Marcos Oliveira, ex-chefe do Centro de Policiamento Metropolitano.
Segundo a SSP, a mudança busca fortalecer a atuação preventiva e a coordenação estratégica da corporação.
Bastidores e contexto político
Fontes da Secretaria da Segurança Pública ouvidas sob condição de anonimato apontam que a reestruturação atende a múltiplos fatores. Entre eles, a tentativa de reposicionar a imagem da política de segurança após a saída de Derrite, a preocupação com os índices de letalidade policial e o contexto político-eleitoral.
Dados do Ministério Público do Estado de São Paulo indicam que, em 2025, o número de mortes decorrentes de intervenções policiais chegou a 672, crescimento pelo terceiro ano consecutivo em relação a 2024, quando foram registradas 653 ocorrências.
Outras mudanças nas forças de segurança
Desde o início da nova gestão na SSP, também foram promovidas alterações na Polícia Civil, com nomeações para cargos estratégicos. Entre elas, a designação da delegada Fernanda Herbella para a direção da Academia de Polícia e do delegado Fábio Pinheiro Lopes para o Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope). Houve ainda mudança na chefia do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 2 (Deinter-2), em Campinas.
Transferências publicadas
O Diário Oficial também registrou uma série de transferências no comando da PM, incluindo movimentações entre comandos metropolitanos, interioranos, áreas administrativas e unidades de ensino e logística da corporação.
Posição do governo
O governador não comentou publicamente as mudanças. A aliados, segundo relatos, classificou as alterações como “naturais” diante da troca no comando da Secretaria de Segurança Pública.
A Secretaria da Segurança Pública informou que novas alterações administrativas podem ocorrer conforme o processo de reorganização da pasta avança. O governo não divulgou prazo para a conclusão das mudanças.
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