
Polícia aponta excesso de cloro e investiga possível negligência na manutenção do local
A Polícia Civil prendeu preventivamente três sócios-proprietários da academia G4 Gym, no bairro Parque São Lucas, na Zona Leste de São Paulo, após a morte de uma mulher de 28 anos e a intoxicação de outras sete pessoas, supostamente causadas por excesso de cloro na piscina do estabelecimento.
Segundo o delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial, os proprietários teriam atribuído ao manobrista Severino José da Silva a responsabilidade pela manipulação dos produtos químicos utilizados no tratamento da água.
De acordo com a investigação, o excesso da substância teria provocado a morte de Juliana Faustino, após uma aula de natação realizada no local.
Depoimentos e apuração
Os sócios Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração prestaram depoimento conjunto e foram presos preventivamente nesta quarta-feira (11).
Em depoimento, o funcionário Severino José da Silva afirmou que realizava a mistura dos produtos químicos, fotografava o preparo e enviava o registro a um dos sócios, que orientava sobre o procedimento. Segundo ele, a preparação era feita sem medição técnica precisa.
O delegado informou que o sócio Celso Bertolo Cruz declarou possuir certificação técnica desde 2023 e afirmou que treinava funcionários para o manuseio dos produtos.
Para a Polícia Civil, os relatos indicam possíveis falhas nos protocolos de segurança e na administração do tratamento da água da piscina. A investigação segue em andamento.
O caso
De acordo com o boletim de ocorrência, Juliana Faustino realizava aula de natação com o marido, Vinícius de Oliveira, quando ambos perceberam odor e gosto anormais na água.
Após apresentarem sintomas, foram levados ao Hospital Santa Helena, em Santo André. Juliana sofreu parada cardiorrespiratória e morreu na unidade. O marido foi transferido para o Hospital Brasil e permanece internado em estado crítico, segundo as informações registradas.
A Secretaria da Segurança Pública informou que, na manhã do dia 8 de fevereiro, um homem procurou a polícia relatando que o filho, de 14 anos, também apresentou sintomas após utilizar a mesma piscina.
Ao todo, sete vítimas foram identificadas, incluindo uma criança de 5 anos. Três pessoas permanecem hospitalizadas: o marido da vítima, o adolescente de 14 anos e a criança de 5 anos. Outros dois adultos já receberam alta médica.
A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias do caso.
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
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