Navegando: NEGÓCIOS EM DESTAQUE
Presidente da União Imperial revela bastidores do 11º título no Carnaval de Santos, no ano do cinquentenário
Presidente da União Imperial revela bastidores do 11º título no Carnaval de Santos, no ano do cinquentenário


Após quatro vice-campeonatos consecutivos, a União Imperial voltou ao topo do Carnaval de Santos. A conquista do 11º título da agremiação do bairro Marapé teve um peso simbólico adicional: ocorreu justamente no ano em que a escola celebra 50 anos de fundação.
Em entrevista, o presidente Luiz Alberto Martins, conhecido como Pelé, de 62 anos, detalhou os bastidores da preparação para o desfile que levou à Passarela do Samba Dráuzio da Cruz o enredo “Consagração em Orixá: Renascer em União é a Chave da Vida”.
Primeira escola a desfilar pelo Grupo Especial em 2026, posição tradicionalmente vista como desafiadora, a União Imperial apostou em espiritualidade, organização e impacto visual com destaque para o carro abre-alas além da presença de musas como Viviane Araújo e Sheila Mello.
Tradição construída na união
Fundada em 1976, a escola surgiu após o bairro Marapé ficar sem blocos carnavalescos. Moradores que frequentavam as agremiações Brasil e Império do Samba participaram de um desfile na Vila Mathias, o que reacendeu o desejo de criar um reduto próprio.
O nome União Imperial simboliza justamente a junção das comunidades do Marapé e da Vila Mathias, além da ligação histórica com o Império do Samba.
Pelé passou a integrar a administração da escola em 2006, como tesoureiro, e está há sete anos na presidência. Segundo ele, apesar da rivalidade natural da avenida, a relação entre as escolas é de cooperação fora do desfile.
“A disputa é só na avenida. Fora dela, as escolas precisam caminhar juntas para melhorar estrutura e recursos. Somos coirmãs”, afirmou.
Regularidade e persistência
Apesar da sequência de vice-campeonatos recentes, o presidente afirma que não houve mudança estrutural significativa na postura da escola.
“A União foi campeã em 2018 e 2019. Nos últimos quatro anos poderia ter vencido também. Desta vez deu certo. Uma escola como a União sempre disputa o pódio”, avaliou.
A preparação começou em setembro, com cerca de 37 ensaios regulares, além de ensaios de rua e técnico na passarela. O foco esteve na disciplina dos componentes, atenção às regras e eliminação de detalhes que possam gerar perda de pontos.
“Carnaval é disputa. Não é só festa. Um relógio, um celular na avenida pode custar décimos decisivos”, ressaltou.
Enredo e espiritualidade
A escolha do enredo foi resultado de debates internos. A diretoria desejava marcar o cinquentenário, mas sem restringir o desfile apenas à retrospectiva histórica.
O carnavalesco, em conjunto com Lúcio Nunes, construiu uma narrativa que conectou ancestralidade, espiritualidade e trajetória da escola, resultando no conceito de renascimento e união.
Bastidores e desafios financeiros
Com aproximadamente 1,5 mil componentes na avenida, a logística envolve múltiplas frentes: figurinos, ferragens, marcenaria, iluminação, transporte e organização de alas.
O orçamento é um dos maiores desafios. A escola recebe R$ 232 mil de verba municipal, mas o custo total do desfile gira em torno de R$ 350 mil. A diferença é coberta com eventos na quadra, parcerias e contribuições de alas, como o grupo “Amigos da União”, que promove ações para custear fantasias e estrutura.
“O maior desafio das escolas é financeiro. Carnaval é caro e exige reinvenção constante”, destacou.
Presenças nacionais e visibilidade
Viviane Araújo e Sheila Mello, que já desfilaram pela agremiação, foram convidadas novamente neste ano. Além do impacto artístico, a presença das musas contribui para a arrecadação em eventos preparatórios e amplia a visibilidade do Carnaval santista.
“Elas engrandecem o desfile e levam o nome da União e do Carnaval de Santos para outros centros”, afirmou o presidente.
Emoção e responsabilidade
Para Pelé, o momento mais intenso ocorre da concentração até a dispersão.
“É tensão na entrada, atenção durante o desfile e emoção quando cruzamos a linha final sabendo que deu tudo certo.”
Presidir uma escola, segundo ele, exige habilidade para lidar com diferentes perfis e manter o grupo unido em torno de um único objetivo.
“No desfile, todos têm a mesma importância: da rainha ao integrante que empurra o carro alegórico.”
Um título histórico
A conquista no ano do cinquentenário foi classificada por Pelé em uma palavra: perseverança.
Além do troféu, ele aponta sonhos estruturais ainda não realizados, como a construção de um barracão próprio e melhorias na quadra.
“Ganhar no cinquentenário é histórico. Mas o trabalho continua. Escola de samba vive de superação.”
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
Conteúdo distribuído por nossa Central de Jornalismo
Reprodução autorizada mediante crédito da fonte
Portal criado para conectar os leitores da região ao melhor conteúdo
Somos líderes de audiência local. Somos sociais. Conecte-se conosco.
Bloco protesta contra a falta de apoio da Prefeitura de SP


No epicentro da efervescência carnavalesca, onde as ruas da Consolação se transmutam em palco de resistências culturais, o Bloco Tarado Ni Você ergueu sua voz em um manifesto veemente contra a escassez de amparo institucional dispensado pela Prefeitura de São Paulo à folia de rua. Neste sábado, 14 de fevereiro de 2026, durante sua décima segunda edição consecutiva, o cortejo que homenageia Caetano Veloso com o tema Cinema transcendental desfilou pela icônica interseção da Avenida Ipiranga com a São João, no coração do Centro, mas não sem antes tecer um ato de protesto que ecoou as agruras de uma cena autônoma ameaçada pela precariedade financeira e pela priorização de megablocos patrocinados. Organizado por um coletivo de artistas independentes desde 2014, o Tarado Ni Você reuniu milhares de foliões em uma manifestação que mesclou samba, irreverência e crítica social, pendurando faixas com apelos como Respeitem os Blocos de São Paulo e exigindo políticas públicas que preservem a diversidade da festa momesca.
A insurgência ganhou contornos dramáticos após semanas de tensão, com organizadores como Rodrigo Guima, fundador do bloco, denunciando publicamente a redução de 29 por cento no orçamento municipal destinado ao Carnaval de Rua, que caiu de R$ 42,5 milhões em 2025 para R$ 30,2 milhões em 2026, apesar do recorde de 627 agremiações confirmadas. Apenas cem blocos foram contemplados pelo edital de fomento da Secretaria Municipal de Cultura, recebendo repasses irrisórios de até R$ 25 mil cada, quantia insuficiente para cobrir despesas que, no caso de eventos como o Tarado Ni Você ou o Pagu, ultrapassam R$ 250 mil, abrangendo som, alegorias, seguros e logística. A gestão do prefeito Ricardo Nunes, do MDB, argumenta oferecer infraestrutura integral, com 58 mil agentes de segurança, 13 mil de limpeza e operação integrada de trânsito, saúde e direitos humanos, mas transfere aos coletivos a onerosidade de captar patrocínios privados, uma tarefa hercúlea em tempos de recessão econômica e competição acirrada por marcas como Ambev e Amstel.
Essa queixa não é isolada, mas reverbera um descontentamento coletivo gestado desde o pré-Carnaval, quando blocos tradicionais como Baixo Augusta, Casa Comum, Exploração, Meu Bloco Explodiu, Bloco do Tatué, Esfarrapado e Charanga do França uniram-se em um protesto silencioso na própria Rua da Consolação, erguendo estandartes no Bar do Jão para alertar sobre o momento crítico vivido pela manifestação cultural. A nota conjunta dos agitadores enfatizava a disputa desigual pelo espaço urbano, o avanço predatório de megablocos hiperpatrocinados que monopolizam alvarás e visibilidade, e a ausência de diálogo com a administração municipal, que ignora o legado de uma folia que movimenta bilhões na economia local, gerando empregos temporários, turismo e vitalidade democrática. Para Rafaela Barcala, porta-voz do Tarado Ni Você, a prefeitura deveria prover o mínimo essencial, como policiamento ostensivo e limpeza eficiente, já que a festa impulsiona o PIB paulista sem contrapartidas proporcionais.
O histórico do bloco ilustra perfeitamente essa saga de precariedade e resiliência. Nascido em 2014 como tributo à obra de Caetano Veloso, o Tarado Ni Você consolidou-se como um dos pilares do Carnaval de rua, arrastando multidões com repertórios que fundem Tropicália a ritmos contemporâneos, sempre sob o signo da irreverência queer e feminista. Em 2023, enfrentou exclusão por inscrição tardia no cadastro municipal, forçando uma reunião de emergência para debater alternativas, mas emergiu vitorioso nos anos subsequentes graças a vaquinhas online e apoios pontuais. Nesta edição, a confirmação de patrocínio da Amstel, a três dias da folia, salvou o desfile de um colapso iminente, após paralisação da produção e cogitação de empréstimos bancários, mas o episódio escancarou as fragilidades do modelo híbrido de financiamento, dependente de editais capengas e captações exaustivas.
Críticos culturais, como aqueles vinculados à Universidade de São Paulo, interpretam o levante como sintoma de uma gentrificação carnavalesca, onde a essência comunitária e periférica da festa é sufocada pelo espetáculo corporativo. Enquanto megablocos como Acadêmicos do Baixada ou Gaviões da Fiel ostentam estruturas milionárias no Anhembi, blocos autônomos lutam por banheiros químicos, grades de contenção e som potente, agravados por problemas crônicos como superlotação, furtos de celulares e banheiros a céu aberto no Centro, conforme relatos do G1 durante os primeiros dias de folia. A Prefeitura rebate em notas oficiais, destacando a política de fomento iniciada em 2024 e a infraestrutura para o maior Carnaval do Brasil, mas organizadores contrapõem que o corte orçamentário reflete prioridades equivocadas, em uma cidade que viu o pré-Carnaval marcado por sujeira e caos logístico.
O protesto do Tarado Ni Você, portanto, transcende o lamento conjuntural para afirmar uma identidade política intrínseca ao bloco, que desde sua gênese incorpora dissidências contra o conservadorismo e a mercantilização cultural. Com fantasias evocando o cinema transcendental de Caetano, os foliões serpentearam pelas avenidas, entoando Tropicália e Sampa como hinos de resistência, enquanto faixas e performances teatrais ironizavam a privatização da folia. Especialistas em políticas culturais, como os do Observatório do Carnaval Paulista, preveem que ações como essa catalisem reformas, pressionando por um edital mais inclusivo e verbas fixas para blocos raiz, preservando a pluralidade que distingue São Paulo de Rio ou Salvador. Em meio a 15 milhões de participantes estimados, o gesto reafirma o Carnaval como arena de cidadania, onde o samba não apenas diverte, mas interpela o poder constituído.
Enquanto a noite avançava, com o Centro pulsante de batuques e confetes, o Tarado Ni Você dispersou-se sem incidentes, mas com a semente do inconformismo plantada. A gestão Nunes, pressionada por opositores no Legislativo municipal, pode rever posturas ante os balanços pós-folia, especialmente se dados econômicos confirmarem o impacto bilionário da festa. Para os fazedores de cultura, o recado é claro: o Carnaval de rua não é commodity negociável, mas patrimônio imaterial que demanda cultivo público. Assim, em 2026, sob o signo de Caetano, São Paulo dança entre a festa e a luta, garantindo que a voz dos pequenos blocos não seja engolida pelo tropel dos gigantes.
Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe
HostingPRESS – Agência de Notícias de São Paulo. Conteúdo distribuído por nossa Central de Jornalismo. Reprodução autorizada mediante crédito da fonte.
Delegado afirma que academia usava, em um dia, carga de cloro recomendada para uma semana
Delegado afirma que academia usava, em um dia, carga de cloro recomendada para uma semana


A Polícia Civil afirmou que a academia C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, na Zona Leste da capital paulista, utilizava em apenas um dia a quantidade de cloro recomendada para uma semana em piscinas do mesmo porte.
A declaração foi feita pelo delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial, responsável pela investigação da morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos. Ela passou mal após uma aula de natação no último sábado (7) e morreu horas depois. Outras seis pessoas também apresentaram sintomas de mal-estar, sendo que três precisaram ser internadas.
Segundo o delegado, a suspeita é de intoxicação por cloro, embora o laudo pericial ainda não tenha sido concluído. A academia foi interditada pela Prefeitura.
“A carga de cloro que eles usavam em um dia é usada em uma semana numa piscina desse tipo”, afirmou o delegado, sem detalhar a quantidade exata do produto.
Manipulação inadequada
A investigação aponta que o cloro teria sido manipulado por um funcionário sem qualificação técnica. Imagens de câmeras de segurança registraram fumaça branca saindo de um balde com a mistura utilizada na piscina instantes antes da aula. Outras gravações mostram alunos pedindo socorro.
Em depoimento, o manobrista Severino José da Silva afirmou que realizava a limpeza da piscina seguindo orientações enviadas por um dos sócios da academia via WhatsApp. Ele não foi indiciado.
Já os três sócios da C4 Gym Cezar Augusto Miguelof Terração e os irmãos Cesar Bertolo Cruz e Celso Bertolo Cruz foram indiciados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. A Polícia Civil solicitou a prisão temporária dos empresários, com parecer favorável do Ministério Público. A decisão cabe agora à Justiça.
O delegado também afirmou que houve tentativa de interferência na investigação, incluindo o envio de outro funcionário para prestar depoimento no lugar do responsável pela manutenção da piscina e a tentativa de ocultar a existência de um segundo manobrista.
Defesa e posicionamentos
A defesa dos sócios declarou que os empresários estão colaborando com as investigações e criticou o indiciamento antes da conclusão dos laudos periciais.
A mãe de Juliana, Nívea Faustino Bassetto, relatou o sofrimento da família:
“Parece que eu tô vivendo um pesadelo. Eu gostaria de ter minha filha de volta. Que isso não aconteça com mãe nenhuma.”
O caso segue sob investigação.
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
Conteúdo distribuído por nossa Central de Jornalismo
Reprodução autorizada mediante crédito da fonte
Portal criado para conectar os leitores da região ao melhor conteúdo
Somos líderes de audiência local. Somos sociais. Conecte-se conosco.
Ilú Obá De Min e Banda do Trem Elétrico abrem Carnaval de Rua em São Paulo


A capital paulista dá início oficialmente ao Carnaval de Rua nesta sexta-feira (13) com os desfiles do Bloco Afro Ilú Obá De Min e da Banda do Trem Elétrico, que ocupam o centro histórico da cidade. Ao todo, somando pré-Carnaval, Carnaval e pós-Carnaval, São Paulo terá 627 blocos espalhados por diferentes regiões.
Fundado em 2004 pelas artistas Beth Beli, Girlei Miranda, Nega Duda e Adriana Aragão, o Ilú Obá De Min chega aos 21 anos de desfiles no carnaval paulistano. Em 2026, o grupo apresenta a Ópera Negra Obaomin – A Soberania de Yemanjá Ogunté, com enredo que reverencia a trajetória de Ifátinùké, também conhecida como Inês Joaquina da Costa, importante sacerdotisa africana ligada à tradição iorubá.
O cortejo celebra a ancestralidade e o matriarcado negro, com cerca de 400 integrantes entre bateria e corpo de dança. A concentração está marcada para as 19h, na Praça da República, seguindo pela Avenida São Luís, Rua da Consolação, Rua Cel. Xavier de Toledo, Praça Ramos de Azevedo, até o Largo do Paissandu.
Além da apresentação desta sexta-feira, o bloco volta às ruas no domingo (15), às 14h, com saída da Rua Conselheiro Brotero, 195.
Já a tradicional Banda do Trem Elétrico, criada por metroviários em 1984, concentra-se às 18h na Rua Matias Aires com a Rua Augusta. O trajeto inclui as ruas Martins Fontes e Cel. Xavier de Toledo, passando pela Praça Ramos de Azevedo até a Rua da Consolação.
Desfiles desta sexta-feira (13)
Banda do Trem Elétrico
18h – Rua Matias Aires, 404
Bloco Afro Ilú Obá De Min
19h – Praça da República, 386
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
Conteúdo distribuído por nossa Central de Jornalismo
Reprodução autorizada mediante crédito da fonte
Portal criado para conectar os leitores da região ao melhor conteúdo
Somos líderes de audiência local. Somos sociais. Conecte-se conosco.
Previsão indica calor e pancadas isoladas de chuva nesta sexta-feira (13) em SP


Sensação de abafamento predomina; região de Registro não tem previsão de chuva significativa
A previsão do tempo para esta sexta-feira (13) indica sol com poucas nuvens em todo o Estado de São Paulo, segundo informações da Defesa Civil estadual. As temperaturas elevadas devem provocar sensação de calor e abafamento ao longo do dia.
Durante a tarde, a combinação de calor e umidade pode favorecer a ocorrência de pancadas de chuva isoladas, acompanhadas de raios e rajadas de vento em praticamente todas as regiões do estado.
A exceção é a região de Registro, onde não há previsão de chuva significativa.
Temperaturas
Na capital paulista, os termômetros devem variar entre 20°C e 31°C.
Em Bauru, as temperaturas previstas ficam entre 22°C e 33°C.
A Defesa Civil orienta a população a acompanhar as atualizações meteorológicas e os alertas oficiais, especialmente em caso de mudanças nas condições climáticas.
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
Conteúdo distribuído por nossa Central de Jornalismo
Reprodução autorizada mediante crédito da fonte
Portal criado para conectar os leitores da região ao melhor conteúdo
Somos líderes de audiência local. Somos sociais. Conecte-se conosco.
PrEP na Rua realiza ações em Parque Taipas e Jardim São Luiz nesta quinta


Prefeitura oferece testagem rápida para ISTs e início da PrEP em duas regiões da capital
A Coordenadoria de IST/Aids da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) realiza nesta quinta-feira (12) mais uma edição do projeto PrEP na Rua, com ações simultâneas em dois bairros da capital paulista: Parque Taipas, na Zona Oeste, e Jardim São Luiz, na Zona Sul.
A iniciativa oferece testagem rápida e gratuita para HIV, sífilis e hepatites B e C, além da possibilidade de iniciar a profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV no próprio local.
Ampliação do acesso à prevenção
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, o objetivo do projeto é ampliar o acesso à prevenção ao HIV, especialmente entre populações em situação de maior vulnerabilidade.
A PrEP consiste no uso contínuo de medicamento antirretroviral, administrado em um comprimido diário, que reduz o risco de infecção pelo HIV mesmo em caso de exposição ao vírus.
Durante a ação, também serão distribuídos preservativos, gel lubrificante e kits de autoteste para HIV.
Serviço
O que será oferecido:
- Início da PrEP
- Testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C
- Distribuição de kits de autoteste para HIV
- Preservativos e gel lubrificante
Data: 12 de fevereiro (quinta-feira)
Parque Taipas – Zona Oeste
Das 9h às 15h
Rua Hebert Lass, 82 (próximo ao ponto final da lotação 9023)
Jardim São Luiz – Zona Sul
Das 14h30 às 16h30
Rua Michel Jacob Cheid, 64 (próximo a supermercado)
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
Conteúdo distribuído por nossa Central de Jornalismo
Reprodução autorizada mediante crédito da fonte
Portal criado para conectar os leitores da região ao melhor conteúdo
Somos líderes de audiência local. Somos sociais. Conecte-se conosco.
Comunicação no autismo vai além da fala e amplia caminhos para inclusão


A comunicação humana não se restringe à comunicação verbal. Gestos, expressões faciais, olhares e até o silêncio podem dizer muito, especialmente no Transtorno do Espectro Autista (TEA). Especialistas alertam que limitar a comunicação apenas à fala pode aumentar frustrações e dificultar o desenvolvimento de crianças no espectro, enquanto estratégias que valorizam formas alternativas de expressão têm mostrado impactos positivos na interação social e na qualidade de vida.
No TEA, essa diversidade comunicativa é ainda mais evidente: algumas crianças desenvolvem a fala cedo, enquanto outras apresentam atrasos significativos ou não chegam a desenvolver uma fala funcional. Especialistas ressaltam que, para determinados perfis do espectro, a comunicação acontece por vias alternativas, e reconhecê-las é fundamental para garantir desenvolvimento, autonomia e inclusão.
Nesse contexto, a Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) tem se mostrado uma estratégia transformadora. A abordagem reúne recursos e técnicas que auxiliam ou substituem temporariamente a fala, como pranchas de imagens, gestos, sinais manuais, sistemas de troca de figuras e aplicativos de alta tecnologia. O objetivo é ampliar a comunicação funcional, permitindo que a pessoa consiga expressar desejos, necessidades, emoções e intenções de forma eficaz.
“A comunicação funcional não se limita à fala. Quando uma criança aponta, troca uma figura por um objeto desejado, utiliza um gesto ou direciona o olhar, ela está se comunicando. E isso precisa ser valorizado desde cedo”, explica Judithe Telles, fonoaudióloga da Clínica Hertz.
Um artigo publicado na revista CoDAS (2020) analisou os impactos da intervenção fonoaudiológica com o uso da CAA em crianças com autismo, e apontou um aumento médio superior a 50% nos atos comunicativos após a introdução de sistemas como o PECS adaptado (Picture Exchange Communication System). As crianças passaram a expressar pedidos, comentários e iniciar interações sociais de maneira mais consistente, o que contribuiu também para a redução de frustrações.
Segundo Judithe, um dos principais mitos que ainda cercam a CAA é a ideia de que o uso de recursos alternativos pode atrasar o desenvolvimento da fala. “As evidências científicas mostram exatamente o contrário. A CAA não inibe a fala, inclusive, quanto antes for introduzida, melhor, ela cria um ambiente mais favorável para que a comunicação verbal aconteça”, afirma.
Recursos de baixa tecnologia, como pranchas impressas e flipbooks, convivem com soluções digitais e aplicativos, garantindo que cada pessoa encontre o meio mais acessível de comunicação. “Não existe um recurso melhor do que o outro. Existe o recurso que faz sentido para aquela criança, naquele momento do desenvolvimento”, reforça Judithe.
No contexto brasileiro, iniciativas do Sistema Único de Saúde (SUS) e de clínicas especializadas têm ampliado o acesso a essas estratégias, favorecendo a inclusão escolar e social. Para especialistas, o desafio ainda está em combater crenças equivocadas, e investir em avaliações multidisciplinares que permitam personalizar o suporte comunicativo.
Reconhecer que comunicar não é apenas falar, mas também gesticular, apontar, trocar imagens ou estabelecer contato visual, é um passo essencial para garantir direitos e inclusão. Em um mundo que valoriza cada vez mais a diversidade, compreender que a comunicação no autismo vai além da fala é fundamental. Toda comunicação importa, verbal ou não.
Bar fecha calçada e vende “camarote” para assistir bloco na Consolação


Restaurante Sujinho divulga reserva de mesas durante Carnaval; Prefeitura diz que vai apurar o caso
O restaurante e bar Sujinho tem fechado a calçada em frente a uma de suas unidades na Rua da Consolação, região central de São Paulo, para oferecer reservas de mesas durante a passagem de blocos de Carnaval. A iniciativa foi divulgada nas redes sociais do estabelecimento, que menciona a venda de espaços para acompanhar os desfiles “com conforto”.
A prática gerou questionamentos do vereador Nabil Bonduki (PT), que acionou a Prefeitura de São Paulo alegando possível “privatização ilegal do espaço público”. O restaurante nega irregularidades e afirma possuir autorização para ocupação da calçada. A gestão municipal informou que irá apurar o caso.
Entenda a situação
A unidade Churrascaria do Sujinho possui autorização da Subprefeitura da Sé desde 2004 para instalar mesas na calçada, por meio do Termo de Permissão de Uso (TPU). A autorização permite a ocupação parcial do passeio público, desde que seja mantido espaço livre para circulação de pedestres.
No entanto, publicação nas redes sociais do estabelecimento mostra a calçada fechada durante a passagem de blocos. No material divulgado, o restaurante informa cobrança antecipada de R$ 250 por pessoa, valor revertido em consumação mínima. Também são mencionadas opções de “camarote” no terraço e área com open bar em frente à unidade Cafeteria, cujo preço não foi informado.
Nas imagens, aparecem grades amarelas e pretas bloqueando o acesso à área externa, além das grades fixas já instaladas pela Prefeitura na via.
Questionamento à Prefeitura
O vereador Nabil Bonduki encaminhou ofício à Prefeitura solicitando fiscalização imediata e esclarecimentos sobre eventual autorização para a atividade.
“A ocupação privada e paga de calçadas durante o Carnaval representa não apenas uma infração administrativa, mas também um precedente extremamente grave de privatização ilegal do espaço público”, afirma o documento enviado pelo parlamentar.
Posicionamento do estabelecimento
Em contato com a imprensa, a gerente Ursula confirmou a reserva de mesas na calçada da unidade Churrascaria, mas negou que se trate de “camarote”.
Segundo ela, o valor de R$ 250 corresponde à consumação mínima das mesas externas e a estrutura utiliza grades fixas já existentes no local, com objetivo de controle de público e segurança.
A gerente também afirmou que as unidades foram impactadas pela superlotação dos blocos no último domingo e relatou falta de banheiros químicos e episódios de tumulto.
“O Sujinho sempre participou do Carnaval e nunca tivemos esse tipo de problema. Sofremos danos materiais por conta da falta de controle do evento”, declarou.
A Prefeitura de São Paulo informou que o caso será apurado.
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
Conteúdo distribuído por nossa Central de Jornalismo
Reprodução autorizada mediante crédito da fonte
Portal criado para conectar os leitores da região ao melhor conteúdo
Somos líderes de audiência local. Somos sociais. Conecte-se conosco.
Sabesp reforça operação de abastecimento de água para o Carnaval 2026


Companhia mobiliza caminhões-pipa, geradores e estações móveis para garantir fornecimento durante o período de festas
A Sabesp anunciou um conjunto de ações preventivas para garantir o abastecimento de água durante o Carnaval 2026 em todo o estado de São Paulo. A operação especial inclui reforço operacional, monitoramento em tempo real e mobilização de equipamentos estratégicos para atender regiões com maior demanda durante o feriado prolongado.
Entre as medidas adotadas estão a mobilização de 288 caminhões-pipa, 114 geradores de energia elétrica, 10 estações móveis de tratamento de água (ETAs) e 157 bombas destinadas ao atendimento de ocorrências emergenciais. Os equipamentos serão concentrados principalmente na Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista, Litoral Norte, Vale do Paraíba e outras áreas consideradas sensíveis.
As ações terão duração até o dia 22 de fevereiro, período que abrange os principais dias de Carnaval. A companhia também reforçou suas equipes de campo e implantou um sistema especial de monitoramento com acompanhamento em tempo real das operações.
Segundo a diretora de Operação e Manutenção da Sabesp, Débora Longo, o planejamento busca reduzir impactos e assegurar a continuidade dos serviços.
“Esse esforço da companhia é voltado a minimizar os impactos de possíveis problemas e garantir que o abastecimento ocorra dentro da normalidade, mesmo diante de grandes eventos. A Sabesp se preparou para atender à população o mais rápido possível”, afirmou.
Historicamente, o Carnaval registra aumento expressivo no consumo de água, impulsionado pelas altas temperaturas do verão. Em alguns locais, a demanda pode crescer até 50% acima da média, o que, somado a períodos de estiagem e ondas de calor mais frequentes, pode provocar oscilações pontuais no fornecimento.
A Sabesp reconhece que os desafios do abastecimento no estado são estruturais e envolvem um sistema complexo e altamente demandado. Para enfrentar esse cenário, a empresa mantém investimentos contínuos em obras de modernização e ampliação da infraestrutura.
Somente em 2025, os investimentos da companhia superaram R$ 15,2 bilhões, posicionando a Sabesp entre as empresas que mais investem no país, considerando as companhias listadas na Bolsa de Valores.
Durante o período de Carnaval, a população poderá registrar ocorrências e solicitações pelos canais oficiais da companhia:
- Central de Atendimento: 0800 055 0195
- WhatsApp: (11) 3388-8000
- Agência Virtual: www.sabesp.com.br
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
Conteúdo distribuído por nossa Central de Jornalismo
Reprodução autorizada mediante crédito da fonte
Portal criado para conectar os leitores da região ao melhor conteúdo
Somos líderes de audiência local. Somos sociais. Conecte-se conosco.
Vídeo mostra funcionário misturando produtos em academia onde professora passou mal em piscina
Vídeo mostra funcionário misturando produtos em academia onde professora passou mal em piscina


Imagens de uma câmera de monitoramento da C4 Gym, na zona leste de São Paulo, flagraram um funcionário manipulando e misturando produtos químicos pouco antes de alunos passarem mal durante uma aula de natação no último sábado (7). A professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, chegou a ser socorrida, mas morreu após dar entrada em um hospital.
Segundo a Polícia Civil, o funcionário que aparece nas imagens ainda não identificado deve se apresentar à delegacia nesta terça-feira. A academia informou, em nota, que lamenta o ocorrido e afirma ter prestado apoio às vítimas.
Imagens e cronologia
As gravações mostram o homem em uma área anexa à academia com um balde aparentemente vazio. Em seguida, ele se desloca para um ponto fora do alcance das câmeras e retorna mexendo o recipiente, do qual sai uma fumaça branca. O horário marcado nas imagens é 13h24. Minutos depois, por volta de 13h37, outras câmeras internas registram alunos deixando a piscina durante a aula, alguns com sinais de fraqueza e sendo ajudados por colegas.
Testemunhas relataram forte cheiro químico na água, seguido de ardência nos olhos, náuseas e episódios de vômito. Ao todo, pelo menos cinco pessoas tiveram mal-estar. O marido de Juliana, Vinicius de Oliveira, de 31 anos, que também participava da aula, permanece internado em estado grave.
Investigação e interdição
O caso foi registrado como morte suspeita e perigo para a vida ou a saúde de terceiros. A investigação está a cargo do 42º DP (Parque São Lucas), após registro inicial no 6º DP (Santo André). A principal linha apura se houve erro na dosagem ou uso de substâncias irregulares no tratamento da piscina, o que poderia ter provocado reação química com liberação de gases tóxicos.
A Polícia Civil apreendeu produtos utilizados na manutenção da piscina, que passarão por perícia. Após o episódio, a unidade da C4 Gym no Parque São Lucas foi interditada pela Subprefeitura de Vila Prudente por “situação precária de segurança”, ausência de Auto de Licença de Funcionamento e irregularidades relacionadas aos CNPJs vinculados à atividade no endereço.
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
Conteúdo distribuído por nossa Central de Jornalismo
Reprodução autorizada mediante crédito da fonte
Portal criado para conectar os leitores da região ao melhor conteúdo
Somos líderes de audiência local. Somos sociais. Conecte-se conosco.
