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Adolescente de 16 anos morre baleado ao gravar vídeo com arma no Jardim Guarujá, Zona Sul de SP
Adolescente de 16 anos morre baleado ao gravar vídeo com arma no Jardim Guarujá, Zona Sul de SP


Disparo ocorreu durante “brincadeira” com revólver na garagem de uma casa; colega fugiu com o pai e deve se apresentar à polícia
Um adolescente de 16 anos morreu após ser atingido por um tiro na cabeça na tarde de segunda-feira (16), no bairro Jardim Guarujá, na Zona Sul de São Paulo.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o disparo ocorreu na Rua Cittadella, na garagem de uma residência. A vítima gravava um vídeo enquanto um colega da mesma idade manuseava um revólver e girava o tambor da arma.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e levou o jovem ao Hospital M’Boi Mirim, mas a morte foi constatada na unidade.
Investigação
De acordo com a SSP, após o disparo o adolescente que estava com a arma deixou o local acompanhado do pai.
A mãe do autor do disparo informou à polícia que o filho deverá se apresentar à autoridade policial acompanhado de advogado.
O caso foi registrado como homicídio no 47º Distrito Policial (Capão Redondo).
A Polícia Civil apura as circunstâncias do disparo e investiga se a arma pertence ao pai do adolescente que efetuou o tiro.
Sepultamento
O corpo da vítima foi enterrado na manhã desta quarta-feira (18) no Cemitério Jardim da Paz, em Embu das Artes, na Grande São Paulo.
As investigações seguem em andamento.
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Banco Central decreta liquidação do Pleno


O anúncio da liquidação extrajudicial do Banco Pleno pelo Banco Central do Brasil acrescenta um novo capítulo à história recente de intervenções no sistema financeiro, ao mesmo tempo em que testa, mais uma vez, os mecanismos de proteção a depositantes e a capacidade das autoridades de conter focos localizados de instabilidade. Em nota oficial, a autarquia comunicou, nesta quarta‑feira, a retirada ordenada da instituição do Sistema Financeiro Nacional, estendendo o regime especial também à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, ambas integrantes do conglomerado prudencial Pleno.
Segundo o Banco Central, a medida não foi repentina, mas resultado de um processo de deterioração prolongada, marcado pelo comprometimento da situação econômico‑financeira do banco, agravado por problemas de liquidez e pelo descumprimento de normas prudenciais e de determinações da supervisão. Em termos técnicos, a nota fala em “comprometimento da situação econômico‑financeira, com deterioração da liquidez, infringência às normas que disciplinam a atividade bancária e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”, fórmula que traduz, em linguagem institucional, um quadro de fragilidade patrimonial combinado com falhas de governança e de conformidade regulatória.
A instituição, rebatizada como Banco Pleno após ter operado sob a marca Voiter, era controlada por Augusto Ferreira Lima, ex‑CEO e ex‑sócio do Banco Master, e liderava um conglomerado classificado no segmento S4 da regulação prudencial, isto é, de pequeno porte, com participação modesta no conjunto do sistema. De acordo com dados divulgados pela autoridade monetária, o grupo detinha cerca de 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional, com passivo estimado em R$ 6,8 bilhões, dos quais aproximadamente R$ 5,2 bilhões concentrados em CDBs e cerca de R$ 760 milhões em letras financeiras. Essa dimensão reduzida, embora limite o potencial de contágio sistêmico, não é desprezível do ponto de vista dos investidores e depositantes diretamente expostos.
A liquidação extrajudicial, ao contrário de uma simples intervenção temporária, pressupõe o diagnóstico de que já não há um plano viável de recuperação. Trata‑se de um mecanismo de resolução em que o funcionamento do banco é interrompido, suas atividades operacionais são suspensas e todas as obrigações passam a ser consideradas vencidas, para que se proceda à apuração ordenada do ativo e do passivo e à satisfação, na medida do possível, dos credores, segundo a ordem legal de preferência. Nos termos da legislação em vigor, a decretação do regime torna indisponíveis os bens dos controladores e administradores, enquanto o Banco Central conduz, paralelamente, processos administrativos destinados a apurar responsabilidades, que podem resultar em sanções e remessa de elementos a outros órgãos, inclusive de persecução penal.
O contexto que antecedeu a decisão é revelador. Desde 2025, o mercado vinha sinalizando desconfiança crescente em relação ao risco de crédito do Banco Pleno, com seus títulos sendo negociados no mercado secundário a taxas significativamente superiores ao CDI, reflexo da venda forçada de papéis e da dificuldade da instituição em se financiar a custos compatíveis. Em novembro do ano passado, o Banco Central já havia adotado medidas para desarticular o conglomerado, após identificar problemas de solvência, indícios de irregularidades contábeis e risco de contaminação de outras entidades ligadas ao chamado “caso Master”, que envolveu investigações sobre operações do Banco Master e de estruturas a ele associadas.
A partir da liquidação, o foco desloca‑se, inevitavelmente, para a proteção dos clientes. Os saldos de contas de depósito e uma ampla gama de aplicações estão cobertos pela rede de segurança do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que já se prepara para indenizar credores elegíveis assim que o liquidante, nomeado pelo Banco Central, consolidar as informações necessárias. Pelas regras atuais, cada CPF ou CNPJ tem cobertura até o limite de R$ 250 mil por instituição, respeitado o teto global de R$ 1 milhão, renovável a cada quatro anos, abrangendo depósitos à vista e a prazo, CDBs, RDBs e letras de crédito de natureza imobiliária e do agronegócio. Estimativas divulgadas pelo próprio FGC indicam que a exposição potencial decorrente da quebra do Banco Pleno pode chegar a R$ 4,9 bilhões, alcançando aproximadamente 160 mil credores, cifra que dimensiona a magnitude do esforço de ressarcimento, ainda que diluída ao longo do tempo.
Para além da rede de garantia, a liquidação extrajudicial expõe de forma pedagógica a centralidade da confiança no funcionamento do sistema bancário. Analistas de crédito lembram que, em um banco comercial, a liquidez é o oxigênio que mantém a engrenagem em movimento: sem capacidade de rolar captações, renovar depósitos e acessar o mercado, mesmo instituições com ativos relevantes podem entrar rapidamente em colapso operacional. No caso do Banco Pleno, a escalada das taxas exigidas pelos investidores em seus CDBs e letras financeiras sinalizava, há meses, uma espécie de plebiscito silencioso sobre a confiança na instituição, que acabou por se tornar insustentável.
Do ponto de vista regulatório, a decisão reforça a estratégia do Banco Central de atuar com firmeza em conglomerados menores que apresentem sinais de risco elevado, mesmo quando a participação no sistema é relativamente modesta. A lógica é evitar que focos de desorganização contábil, infração normativa e gestão temerária se convertam em vetores de contágio, seja por vínculos societários com outras instituições, seja por efeitos reputacionais em segmentos específicos do mercado de capitais. Nesse sentido, a liquidação do Banco Pleno dialoga com um ciclo mais amplo de intervenções decorrentes do caso Master, em que o regulador buscou, ao longo de meses, estancar potenciais riscos antes que se amplificassem.
Para os pequenos poupadores, porém, a linguagem da macroprudência convive com preocupações prosaicas: quando o dinheiro ficará disponível, como acionar o FGC, de que maneira identificar o saldo elegível à garantia. Guias publicados por especialistas em investimento reiteram que, uma vez deflagrada a liquidação, a prioridade é acompanhar as comunicações oficiais do Fundo Garantidor, que abrirá, em momento oportuno, canais digitais para verificação de valores e instruções de resgate, normalmente vinculados ao CPF do investidor e às instituições pagadoras conveniadas. Embora o histórico de atuações do FGC indique elevado grau de efetividade na restituição de valores garantidos, o processo não é instantâneo e exige um intervalo técnico até a consolidação da base de dados fornecida pelo liquidante.
A liquidação do Banco Pleno, portanto, opera em múltiplos planos. No plano sistêmico, é um exercício de contenção de danos e de reafirmação da vigilância prudencial, com um recado claro ao mercado sobre os limites da tolerância regulatória a desajustes de liquidez e infracções normativas. No plano institucional, representa o encerramento de um ciclo conturbado, em que uma instituição de pequeno porte, nascida de reestruturações sucessivas e mudanças de controle, não logrou recompor a confiança necessária para sobreviver em um ambiente de juros elevados e competição intensa por funding. No plano individual, é um lembrete concreto, para milhares de investidores de varejo, da importância de diversificar relações bancárias e observar, com atenção redobrada, os sinais de mercado que antecedem movimentos de ruptura.
Em última instância, o episódio devolve à agenda pública um tema que, não raro, se oculta sob a superfície de números e jargões técnicos: a delicada equação entre liberdade empresarial, disciplina de mercado e intervenção estatal em um setor em que a matéria‑prima mais valiosa não é apenas o capital, mas a confiança.
Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe
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Mulher de 60 anos morre após ser arrastada por enxurrada e ficar presa sob carro no Mandaqui, Zona Norte de SP
Mulher de 60 anos morre após ser arrastada por enxurrada e ficar presa sob carro no Mandaqui, Zona Norte de SP


Alice Ferreira Conceição foi socorrida com parada cardiorrespiratória, mas não resistiu após alagamento na Rua Larival Gea Sanches
Uma mulher de 60 anos morreu na tarde de segunda-feira (16) após ser arrastada pela enxurrada durante forte chuva no bairro do Mandaqui, na Zona Norte de São Paulo.
A vítima, identificada como Alice Ferreira Conceição, caminhava pela Rua Larival Gea Sanches quando foi levada pela correnteza e ficou presa sob um carro estacionado durante o alagamento.
De acordo com informações apuradas no local, após o nível da água baixar, Alice foi encontrada desacordada debaixo do veículo.
Atendimento e morte
Ela foi socorrida em parada cardiorrespiratória e encaminhada ao Hospital do Mandaqui. Apesar do atendimento médico, não resistiu.
Alice era costureira e, segundo relatos de familiares, havia saído de casa a pé para visitar a irmã quando foi surpreendida pela enxurrada.
Região registra alagamentos frequentes
Moradores afirmam que a área costuma registrar enchentes em dias de chuva intensa.
Com a morte de Alice, sobe para 15 o número de pessoas que perderam a vida no estado de São Paulo neste ano em decorrência das chuvas, segundo balanço divulgado pelas autoridades estaduais.
A Defesa Civil orienta que, em casos de chuva forte, pedestres evitem atravessar vias alagadas e procurem abrigo em locais seguros.
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Vazamento de nitrato de amônia interdita Avenida dos Bandeirantes e bloqueio é liberado na Zona Sul de São Paulo
Vazamento de nitrato de amônia interdita Avenida dos Bandeirantes e bloqueio é liberado na Zona Sul de São Paulo


Pista expressa no sentido Marginal Pinheiros ficou fechada após acidente com dois caminhões; Cetesb afirma que não houve dano ambiental
A Avenida dos Bandeirantes teve o trânsito liberado por volta das 9h desta terça-feira (17), após interdição total da pista expressa no sentido da Marginal Pinheiros, na Zona Sul de São Paulo. O bloqueio ocorreu a cerca de 50 metros da Avenida Santo Amaro para a retirada de produto químico que caiu na via após um acidente envolvendo dois caminhões durante a madrugada.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a ocorrência foi registrada por volta das 3h30. Um dos veículos transportava nitrato de amônia em flocos e houve vazamento do material sobre o asfalto.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) monitorou a região e orientou motoristas a evitarem o trecho. O desvio foi realizado por meio de faixa reversível montada no sentido Rodovia dos Imigrantes, entre a Alameda dos Maracatins e o Viaduto Santo Amaro.
Produto ficou retido na pista
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que foi acionada ainda na madrugada para acompanhar a ocorrência.
Segundo o órgão, por se tratar de material sólido, o nitrato de amônia permaneceu sobre o asfalto, sem atingir galerias pluviais ou corpos d’água. Não houve registro de dano ambiental.
A carga foi recolhida pela transportadora responsável, sob acompanhamento técnico da Cetesb. O órgão ambiental informou que adotará as medidas administrativas cabíveis após a conclusão do atendimento.
Não há informações sobre feridos até o momento.
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Bloco do Bob estreia no Carnaval de SP com reggae no Ibirapuera e tributo a Bob Marley
Bloco do Bob estreia no Carnaval de SP com reggae no Ibirapuera e tributo a Bob Marley


Novidade da banda Marley Night desfila em 21 de fevereiro, na zona sul da capital, com participação de Dada Yute e Maxado
O Carnaval de São Paulo ganha um novo bloco em 2026. No próximo dia 21 de fevereiro, a região do Ibirapuera, na zona sul da capital, recebe a estreia do Bloco do Bob, idealizado pela banda Marley Night, em homenagem ao legado musical de Bob Marley.
A concentração será na Avenida Pedro Álvares Cabral, na altura do Obelisco, a partir das 12h. O desfile está previsto para ocorrer das 13h às 15h, com trajeto até o Monumento às Bandeiras, onde acontece a dispersão.
A proposta do bloco é unir a energia do Carnaval paulistano às mensagens de paz, resistência e positividade que marcaram a trajetória do ícone jamaicano. No repertório, versões carnavalescas de clássicos como Three Little Birds, One Love e Could You Be Loved prometem embalar os foliões.
Participações especiais e estreia no pós-Carnaval
Para a estreia, o bloco contará com participações especiais de Dada Yute, nome consolidado do reggae nacional, e Maxado, ex-integrante das bandas Firebug e Peixoto & Maxado.
Criado pela banda Marley Night formada em 2018 e reconhecida como uma das principais homenagens a Bob Marley no Brasil o projeto nasce após anos de apresentações dedicadas à obra do cantor. O grupo já dividiu palco com Junior Marvin, guitarrista do The Wailers, além de ter participado de shows ao lado de Gilberto Gil e de festivais nacionais.
O desfile do Bloco do Bob acontece antes do tradicional cortejo do Navio Pirata, da banda BaianaSystem, no circuito do Ibirapuera.
Serviço
Bloco do Bob / Marley Night
Local: Avenida Pedro Álvares Cabral (entre o Obelisco e o Monumento às Bandeiras) Ibirapuera, zona sul
Data: 21 de fevereiro (sábado pós-Carnaval)
Concentração: 12h
Desfile: 13h às 15h
Dispersão: 15h
A organização é do Coletivo Pipoca, grupo responsável por grandes projetos de Carnaval em diversas capitais brasileiras.
Mais do que um desfile, o Bloco do Bob surge como um convite para celebrar diversidade, música e boas vibrações em plena rua com o reggae como trilha sonora da folia paulistana.
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Inclusão ganha espaço no Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte de SP, e transforma Carnaval em experiência acessível para todos
Inclusão ganha espaço no Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte de SP, e transforma Carnaval em experiência acessível para todos


Amigos surdos, irmãos cegos e menino autista vivem a emoção dos desfiles em área adaptada com Libras, audiodescrição e estrutura especializada
A vibração da bateria atravessa o chão do Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo, e transforma o Carnaval em uma experiência que vai além do som e da imagem. Na área inclusiva montada pela Prefeitura dentro do camarote oficial, histórias de amizade, família e pertencimento mostraram que a festa também é feita para todos.
Durante visita ao espaço neste sábado (15), foi possível acompanhar de perto como recursos de acessibilidade têm ampliado a participação de pessoas com deficiência nos desfiles das escolas de samba.
Logo na entrada, cinco amigos surdos chamavam atenção pela animação. Eles estudaram juntos na capital paulista e decidiram viver o desfile lado a lado, sentindo a vibração da bateria e acompanhando cada detalhe com apoio de intérprete de Libras.
“A acessibilidade aqui está muito fácil. Tem intérprete. Sem comunicação é muito ruim. É nossa primeira vez e estamos emocionados”, disseram Luiz Roberto Pires Amaral, auxiliar administrativo, e Natália Maria Moura, analista bancária.
Mesmo sem ouvir o samba, o grupo afirma que sente o ritmo no corpo. “A gente sente como todo mundo. Sente a energia”, resumiu o ator surdo Léo Castilho, que também acompanhava o desfile no espaço adaptado.
Autismo e pertencimento na avenida
Poucos metros adiante, o pequeno Rio Sora, de 8 anos, acompanhava atento cada alegoria ao lado da mãe, Luciana Campos. Autista e apaixonado por grafite, São Paulo e Carnaval, ele conheceu a festa pela televisão antes de viver a experiência presencialmente.
“No ano passado trouxemos abafador, mas ele tirou porque gosta do som da bateria. Ficou até 4h30”, contou a mãe.
Para ela, o espaço inclusivo é essencial. “Não é porque você tem uma deficiência que não curte. Isso aqui é uma festa maravilhosa.”
Audiodescrição permite ‘enxergar’ o desfile
O espaço também atende pessoas cegas e com deficiência visual por meio da audiodescrição recurso que transforma imagens, cores, fantasias e movimentos em palavras.
“A audiodescrição é maravilhosa. A gente consegue entender tudo o que está acontecendo. Eu recebo a emoção”, afirmou Maria Roseli.
Roselene de Souza Celoto, que desfila há 16 anos pela Rosas de Ouro, explicou como o recurso funciona na prática: “Quando descrevem a alegoria, a gente imagina na mente. Muitos de nós já tivemos visão e temos memória das cores.”
Quem conduz essa ponte entre imagem e palavra é a audiodescritora Vanessa Aparecida Campos, de 31 anos. “Descrevemos fantasias, cores, detalhes. Eles fazem questão de saber tudo. É emocionante.”
Como funciona a área inclusiva no Carnaval de SP
As ações fazem parte das iniciativas da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED). Entre os recursos oferecidos estão:
- Intérpretes de Libras no camarote acessível
- Projeto “Samba com as Mãos”, que traduz sambas-enredo para Libras
- Audiodescrição ao vivo, transmitida pelo YouTube da SMPED
- Aplicativo CIL-SMPED, que permite acionamento de serviços de emergência por videochamada com intérprete, sem consumo de dados móveis
A estrutura garante não apenas acessibilidade física, mas também comunicacional um avanço destacado pelos próprios participantes.
Na avenida, a inclusão se traduz em pertencimento. Entre vibrações sentidas no corpo, palavras sinalizadas e imagens descritas, o Carnaval de São Paulo mostra que a festa só é completa quando todos podem participar.
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Galo da Madrugada: ícone do Carnaval de Recife que ecoa por todo o Brasil


O Galo da Madrugada, ícone perene do carnaval recifense, desfilou mais uma vez pelas artérias centrais do Recife, arrastando uma multidão que transcende números para se afirmar como manifestação viva da alma pernambucana. Considerado o maior bloco de carnaval do mundo pelo Guinness World Records desde 1994, o Galo completou, em 2026, quase cinco décadas de existência, desde sua gênese humilde em 1978, quando Enéas Freire reuniu setenta e cinco amigos fantasiados de almas penadas para reviver o carnaval de rua no bairro de São José. Sob o sol escaldante da manhã de sábado de Zé Pereira, o arrastão de seis quilômetros e meio pulsou com trinta trios elétricos, seis carros alegóricos e um elenco de artistas que honraram a tradição com vigor renovado, atraindo público recorde estimado em mais de dois milhões de foliões.
A saída pontual às nove horas, do Forte das Cinco Pontas, marcou o despertar oficial da folia em Pernambuco. O percurso, que serpenteia pela Rua Imperial, Avenida Sul, Praça Sérgio Loreto, Avenida Dantas Barreto, Avenida Guararapes e Rua do Sol, transformou o centro histórico em um oceano de cores e sons, onde o frevo, ritmo patrimônio imaterial da humanidade, ditava o compasso da celebração. O tema deste ano, Frevo no Planeta Galo, elevou a festa a uma dimensão cósmica, projetando o passo brasileiro para além dos confins terrestres, em uma metáfora que une tradição local à universalidade da alegria. Esculturas gigantes, como o Galo de trinta e dois metros erguido com materiais reciclados pelos artistas Leopoldo Nóbrega e Germana Xavier, erguiam-se como sentinelas da memória cultural, homenageando figuras como Dom Helder Câmara e Nise da Silveira, ícones de resistência e humanidade.
Desde sua primeira madrugada, em quatro de fevereiro de 1978, quando uma banda de vinte e dois músicos ecoou pelas ruas estreitas de São José e Santo Antônio, o Galo da Madrugada evoluiu de um clube de máscaras familiar para fenômeno global. Enéas Freire, visionário que buscava resgatar o carnaval nostálgico de rua, plantou a semente de um movimento que, ano após ano, multiplicou-se em proporções épicas. Nos anos iniciais, o bloco era poeira e serpentinas, passos atrás e orquestras ambulantes; hoje, é um colosso logístico com mais de mil e duzentos artistas simultâneos, duração de nove horas e infraestrutura que inclui linhas de transporte especial da CTTU, como a Circular do Galo, para democratizar o acesso. Essa atração de décadas reside na capacidade de o Galo ser, simultaneamente, raiz e expansão: um estado de espírito, como bem definiu uma foliã servidora pública, onde o Recife inteiro se dissolve em ritmo coletivo.
As atrações musicais deste ano compuseram um mosaico de gerações e estilos, fiel à essência eclética do bloco. Elba Ramalho abriu, com seu drive potente, evocando o Nordeste profundo; Priscila Senna e Chico César trouxeram frescor contemporâneo, enquanto Raphaela Santos e Silva infundiram alma soul à massa dançante. Nomes consagrados do frevo pernambucano, como Almir Rouche, André Rio, Nena Queiroga, Geraldinho Lins, Gustavo Travassos, Nonô Germano e Michelle Melo, alternavam-se nos trios com maestros Spok e Forró, garantindo que o passo clássico não se perdesse no frenesi moderno. A multidão, heterogênea em idades e origens, de recifenses natos a visitantes de Afogados da Ingazeira, distantes trezentos e oitenta e seis quilômetros, pulsava uníssona, com embarcações no Capibaribe convertidas em camarotes flutuantes e o ar carregado de emoção palpável. Gestores financeiros e foliões anônimos ecoavam o mesmo sentimento: a grandeza da cultura local, gigante e linda, que o Galo preserva e amplifica.
Quarenta e oito anos de reinado não se sustentam apenas em números impressionantes, dois milhões e quinhentos mil foliões em edições recentes, segundo estimativas, mas na resiliência simbólica do Galo como desperta-dor da cidade. Antes da abertura do comércio, quando o sol ainda tímido ilumina as fachadas coloniais, o bloco irrompe como um manifesto de vitalidade popular. Críticos nostálgicos, como foliões de duas décadas, apontam para uma certa comercialização, ansiando pelo retorno às raízes poeirentas; no entanto, o Galo equilibra tradição e inovação, homenageando Alceu Valença e Lenine em edições passadas, celebrando os cento e vinte anos do frevo e integrando vozes emergentes como Clara Sobral, que substituiu Marron Brasileiro em uma guinada de última hora. Essa atração duradoura explica-se pela capacidade de o bloco ser espelho da identidade pernambucana: um frevo que gira, gira e não para, misturando o sagrado e o profano, o passado e o porvir.
Enquanto o arrastão se desenrolava, o Recife revelava sua vocação carnavalesca em camadas. Famílias inteiras, casais entrelaçados, grupos de amigos separados por barreiras sociais mas unidos pelo passo, compunham o tecido humano do desfile. O Galo não é mero evento; é liturgia urbana, onde o suor se confunde com serpentinas e o cansaço vira êxtase. Na Ponte Duarte Coelho, onde o Galo sobe às dezoito horas para permanecer até o domingo seguinte, a festa se prolonga, garantindo que o espírito da madrugada irradie por dias. A logística impecável, shoppings como pontos de partida para ônibus especiais, democratiza a alegria, permitindo que o sonho do maior bloco do mundo alcance os confins da região metropolitana.
Ao entardecer, quando o último trio se dissipava na Rua do Sol, restava no ar o eco de uma tradição que resiste ao tempo. O Galo da Madrugada, com suas décadas de brilho, reafirma que o carnaval recifense não é efemeridade passageira, mas fluxo perene de criação coletiva. Ele atrai não por escala apenas, mas por ser o pulsar de um povo que, em cada giro do frevo, reinventa sua história. No coração do Recife, o Galo canta, e o Brasil inteiro ouve: o carnaval é, acima de tudo, a vitória da vida sobre a rotina.
Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe
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Presidente da União Imperial revela bastidores do 11º título no Carnaval de Santos, no ano do cinquentenário
Presidente da União Imperial revela bastidores do 11º título no Carnaval de Santos, no ano do cinquentenário


Após quatro vice-campeonatos consecutivos, a União Imperial voltou ao topo do Carnaval de Santos. A conquista do 11º título da agremiação do bairro Marapé teve um peso simbólico adicional: ocorreu justamente no ano em que a escola celebra 50 anos de fundação.
Em entrevista, o presidente Luiz Alberto Martins, conhecido como Pelé, de 62 anos, detalhou os bastidores da preparação para o desfile que levou à Passarela do Samba Dráuzio da Cruz o enredo “Consagração em Orixá: Renascer em União é a Chave da Vida”.
Primeira escola a desfilar pelo Grupo Especial em 2026, posição tradicionalmente vista como desafiadora, a União Imperial apostou em espiritualidade, organização e impacto visual com destaque para o carro abre-alas além da presença de musas como Viviane Araújo e Sheila Mello.
Tradição construída na união
Fundada em 1976, a escola surgiu após o bairro Marapé ficar sem blocos carnavalescos. Moradores que frequentavam as agremiações Brasil e Império do Samba participaram de um desfile na Vila Mathias, o que reacendeu o desejo de criar um reduto próprio.
O nome União Imperial simboliza justamente a junção das comunidades do Marapé e da Vila Mathias, além da ligação histórica com o Império do Samba.
Pelé passou a integrar a administração da escola em 2006, como tesoureiro, e está há sete anos na presidência. Segundo ele, apesar da rivalidade natural da avenida, a relação entre as escolas é de cooperação fora do desfile.
“A disputa é só na avenida. Fora dela, as escolas precisam caminhar juntas para melhorar estrutura e recursos. Somos coirmãs”, afirmou.
Regularidade e persistência
Apesar da sequência de vice-campeonatos recentes, o presidente afirma que não houve mudança estrutural significativa na postura da escola.
“A União foi campeã em 2018 e 2019. Nos últimos quatro anos poderia ter vencido também. Desta vez deu certo. Uma escola como a União sempre disputa o pódio”, avaliou.
A preparação começou em setembro, com cerca de 37 ensaios regulares, além de ensaios de rua e técnico na passarela. O foco esteve na disciplina dos componentes, atenção às regras e eliminação de detalhes que possam gerar perda de pontos.
“Carnaval é disputa. Não é só festa. Um relógio, um celular na avenida pode custar décimos decisivos”, ressaltou.
Enredo e espiritualidade
A escolha do enredo foi resultado de debates internos. A diretoria desejava marcar o cinquentenário, mas sem restringir o desfile apenas à retrospectiva histórica.
O carnavalesco, em conjunto com Lúcio Nunes, construiu uma narrativa que conectou ancestralidade, espiritualidade e trajetória da escola, resultando no conceito de renascimento e união.
Bastidores e desafios financeiros
Com aproximadamente 1,5 mil componentes na avenida, a logística envolve múltiplas frentes: figurinos, ferragens, marcenaria, iluminação, transporte e organização de alas.
O orçamento é um dos maiores desafios. A escola recebe R$ 232 mil de verba municipal, mas o custo total do desfile gira em torno de R$ 350 mil. A diferença é coberta com eventos na quadra, parcerias e contribuições de alas, como o grupo “Amigos da União”, que promove ações para custear fantasias e estrutura.
“O maior desafio das escolas é financeiro. Carnaval é caro e exige reinvenção constante”, destacou.
Presenças nacionais e visibilidade
Viviane Araújo e Sheila Mello, que já desfilaram pela agremiação, foram convidadas novamente neste ano. Além do impacto artístico, a presença das musas contribui para a arrecadação em eventos preparatórios e amplia a visibilidade do Carnaval santista.
“Elas engrandecem o desfile e levam o nome da União e do Carnaval de Santos para outros centros”, afirmou o presidente.
Emoção e responsabilidade
Para Pelé, o momento mais intenso ocorre da concentração até a dispersão.
“É tensão na entrada, atenção durante o desfile e emoção quando cruzamos a linha final sabendo que deu tudo certo.”
Presidir uma escola, segundo ele, exige habilidade para lidar com diferentes perfis e manter o grupo unido em torno de um único objetivo.
“No desfile, todos têm a mesma importância: da rainha ao integrante que empurra o carro alegórico.”
Um título histórico
A conquista no ano do cinquentenário foi classificada por Pelé em uma palavra: perseverança.
Além do troféu, ele aponta sonhos estruturais ainda não realizados, como a construção de um barracão próprio e melhorias na quadra.
“Ganhar no cinquentenário é histórico. Mas o trabalho continua. Escola de samba vive de superação.”
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Bloco protesta contra a falta de apoio da Prefeitura de SP


No epicentro da efervescência carnavalesca, onde as ruas da Consolação se transmutam em palco de resistências culturais, o Bloco Tarado Ni Você ergueu sua voz em um manifesto veemente contra a escassez de amparo institucional dispensado pela Prefeitura de São Paulo à folia de rua. Neste sábado, 14 de fevereiro de 2026, durante sua décima segunda edição consecutiva, o cortejo que homenageia Caetano Veloso com o tema Cinema transcendental desfilou pela icônica interseção da Avenida Ipiranga com a São João, no coração do Centro, mas não sem antes tecer um ato de protesto que ecoou as agruras de uma cena autônoma ameaçada pela precariedade financeira e pela priorização de megablocos patrocinados. Organizado por um coletivo de artistas independentes desde 2014, o Tarado Ni Você reuniu milhares de foliões em uma manifestação que mesclou samba, irreverência e crítica social, pendurando faixas com apelos como Respeitem os Blocos de São Paulo e exigindo políticas públicas que preservem a diversidade da festa momesca.
A insurgência ganhou contornos dramáticos após semanas de tensão, com organizadores como Rodrigo Guima, fundador do bloco, denunciando publicamente a redução de 29 por cento no orçamento municipal destinado ao Carnaval de Rua, que caiu de R$ 42,5 milhões em 2025 para R$ 30,2 milhões em 2026, apesar do recorde de 627 agremiações confirmadas. Apenas cem blocos foram contemplados pelo edital de fomento da Secretaria Municipal de Cultura, recebendo repasses irrisórios de até R$ 25 mil cada, quantia insuficiente para cobrir despesas que, no caso de eventos como o Tarado Ni Você ou o Pagu, ultrapassam R$ 250 mil, abrangendo som, alegorias, seguros e logística. A gestão do prefeito Ricardo Nunes, do MDB, argumenta oferecer infraestrutura integral, com 58 mil agentes de segurança, 13 mil de limpeza e operação integrada de trânsito, saúde e direitos humanos, mas transfere aos coletivos a onerosidade de captar patrocínios privados, uma tarefa hercúlea em tempos de recessão econômica e competição acirrada por marcas como Ambev e Amstel.
Essa queixa não é isolada, mas reverbera um descontentamento coletivo gestado desde o pré-Carnaval, quando blocos tradicionais como Baixo Augusta, Casa Comum, Exploração, Meu Bloco Explodiu, Bloco do Tatué, Esfarrapado e Charanga do França uniram-se em um protesto silencioso na própria Rua da Consolação, erguendo estandartes no Bar do Jão para alertar sobre o momento crítico vivido pela manifestação cultural. A nota conjunta dos agitadores enfatizava a disputa desigual pelo espaço urbano, o avanço predatório de megablocos hiperpatrocinados que monopolizam alvarás e visibilidade, e a ausência de diálogo com a administração municipal, que ignora o legado de uma folia que movimenta bilhões na economia local, gerando empregos temporários, turismo e vitalidade democrática. Para Rafaela Barcala, porta-voz do Tarado Ni Você, a prefeitura deveria prover o mínimo essencial, como policiamento ostensivo e limpeza eficiente, já que a festa impulsiona o PIB paulista sem contrapartidas proporcionais.
O histórico do bloco ilustra perfeitamente essa saga de precariedade e resiliência. Nascido em 2014 como tributo à obra de Caetano Veloso, o Tarado Ni Você consolidou-se como um dos pilares do Carnaval de rua, arrastando multidões com repertórios que fundem Tropicália a ritmos contemporâneos, sempre sob o signo da irreverência queer e feminista. Em 2023, enfrentou exclusão por inscrição tardia no cadastro municipal, forçando uma reunião de emergência para debater alternativas, mas emergiu vitorioso nos anos subsequentes graças a vaquinhas online e apoios pontuais. Nesta edição, a confirmação de patrocínio da Amstel, a três dias da folia, salvou o desfile de um colapso iminente, após paralisação da produção e cogitação de empréstimos bancários, mas o episódio escancarou as fragilidades do modelo híbrido de financiamento, dependente de editais capengas e captações exaustivas.
Críticos culturais, como aqueles vinculados à Universidade de São Paulo, interpretam o levante como sintoma de uma gentrificação carnavalesca, onde a essência comunitária e periférica da festa é sufocada pelo espetáculo corporativo. Enquanto megablocos como Acadêmicos do Baixada ou Gaviões da Fiel ostentam estruturas milionárias no Anhembi, blocos autônomos lutam por banheiros químicos, grades de contenção e som potente, agravados por problemas crônicos como superlotação, furtos de celulares e banheiros a céu aberto no Centro, conforme relatos do G1 durante os primeiros dias de folia. A Prefeitura rebate em notas oficiais, destacando a política de fomento iniciada em 2024 e a infraestrutura para o maior Carnaval do Brasil, mas organizadores contrapõem que o corte orçamentário reflete prioridades equivocadas, em uma cidade que viu o pré-Carnaval marcado por sujeira e caos logístico.
O protesto do Tarado Ni Você, portanto, transcende o lamento conjuntural para afirmar uma identidade política intrínseca ao bloco, que desde sua gênese incorpora dissidências contra o conservadorismo e a mercantilização cultural. Com fantasias evocando o cinema transcendental de Caetano, os foliões serpentearam pelas avenidas, entoando Tropicália e Sampa como hinos de resistência, enquanto faixas e performances teatrais ironizavam a privatização da folia. Especialistas em políticas culturais, como os do Observatório do Carnaval Paulista, preveem que ações como essa catalisem reformas, pressionando por um edital mais inclusivo e verbas fixas para blocos raiz, preservando a pluralidade que distingue São Paulo de Rio ou Salvador. Em meio a 15 milhões de participantes estimados, o gesto reafirma o Carnaval como arena de cidadania, onde o samba não apenas diverte, mas interpela o poder constituído.
Enquanto a noite avançava, com o Centro pulsante de batuques e confetes, o Tarado Ni Você dispersou-se sem incidentes, mas com a semente do inconformismo plantada. A gestão Nunes, pressionada por opositores no Legislativo municipal, pode rever posturas ante os balanços pós-folia, especialmente se dados econômicos confirmarem o impacto bilionário da festa. Para os fazedores de cultura, o recado é claro: o Carnaval de rua não é commodity negociável, mas patrimônio imaterial que demanda cultivo público. Assim, em 2026, sob o signo de Caetano, São Paulo dança entre a festa e a luta, garantindo que a voz dos pequenos blocos não seja engolida pelo tropel dos gigantes.
Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe
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