Justiça também decreta prisão de dois empresários suspeitos de integrar organização criminosa
A Justiça determinou o afastamento de um delegado de polícia suspeito de colaborar com uma organização criminosa que atuaria na venda de implementos rodoviários adulterados em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.
A decisão foi tomada na última sexta-feira (6) após pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado.
Além do policial, dois empresários pai e filho também foram denunciados e tiveram prisão preventiva decretada. Outras duas pessoas investigadas, uma filha de um dos empresários e uma funcionária da empresa envolvida no caso, receberam medidas cautelares, como a proibição de acessar a empresa investigada e a obrigação de se apresentar mensalmente à Justiça.
A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e aceita pela Justiça, tornando os cinco investigados réus no processo.
Empresa seria usada para vender veículos com irregularidades
Segundo as investigações, o grupo utilizava uma empresa do setor de implementos rodoviários para comercializar reboques e semirreboques com identificação adulterada ou suprimida.
De acordo com o Ministério Público, os veículos eram apresentados aos clientes como se fossem novos ou fabricados pela própria empresa. Para isso, eram emitidas notas fiscais e documentos que ocultavam a verdadeira origem dos equipamentos.
Fiscalizações realizadas em rodovias de diferentes estados identificaram implementos registrados em nome da empresa investigada que apresentavam características de outros fabricantes e sinais de remarcação de chassis.
Organização teria divisão de funções
As apurações indicam que os empresários apontados como líderes coordenavam as atividades do esquema, incluindo a negociação com clientes e a gestão das operações.
Outros integrantes do grupo atuariam nas áreas administrativa, financeira e comercial da empresa, participando da movimentação de valores e das transações relacionadas ao esquema.
Polícia investigada por suposta proteção ao grupo
De acordo com o Ministério Público, o delegado denunciado teria utilizado sua posição para facilitar as atividades da organização criminosa.
A investigação aponta que o policial teria atuado para proteger o grupo e garantir o funcionamento do esquema.
O caso segue em tramitação na Justiça, enquanto as investigações continuam para apurar todos os envolvidos.
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
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