Autor: Vinicius Mororó
Servidora da Receita nega acesso a dados da esposa de Alexandre de Moraes e diz não ter cometido irregularidade
Defesa afirma que Ruth Machado dos Santos não consultou informações de Viviane Barci de Moraes; caso é investigado pela PF no STF A defesa da servidora da Receita Federal Ruth Machado dos Santos negou que ela tenha acessado dados cadastrais de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Federal no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o advogado Diego Scarpa, a servidora não realizou qualquer consulta a informações da advogada, nem dados cadastrais como CPF, nome da mãe e data de nascimento nem dados relacionados a declarações de imposto de renda.…
OMS identifica nova recombinação do vírus da mpox após casos no Reino Unido e na Índia
Variante reúne clados Ib e IIb do MPXV; agência mantém avaliação de risco moderado para grupos específicos A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que foi identificada uma nova recombinação do vírus da mpox, formada pelos clados Ib e IIb do MPXV. A confirmação ocorreu após o registro de dois casos recentes no Reino Unido e na Índia. O primeiro caso foi detectado em dezembro de 2025 no Reino Unido, em paciente com histórico de viagem ao Sudeste Asiático. O segundo foi confirmado em 13 de janeiro deste ano, na Índia, em pessoa que havia viajado para um país da…
PM da reserva é baleado após disparos em casa e perseguição na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, no litoral de SP
Caso ocorreu em Mongaguá; trecho da rodovia foi interditado durante abordagem policial Um policial militar da reserva foi baleado após realizar disparos dentro de casa e fugir em um veículo na tarde de terça-feira (17), em Mongaguá, no litoral de São Paulo. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Polícia Militar foi acionada pela esposa do homem, que relatou que ele estava alterado e havia efetuado disparos no interior da residência. A mulher deixou o imóvel em segurança. Perseguição e abordagem Segundo a SSP, ao chegarem ao local, equipes da PM constataram que o policial da reserva…
GATE é acionado após trote sobre bomba no Aeroporto de Guarulhos; jovem é identificado
Denúncia envolvia voo da Air Europa no Terminal 2; operações seguem normalmente, segundo a concessionária O Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) foi acionado na tarde desta quarta-feira (18) após uma denúncia de possível artefato explosivo no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. De acordo com a Polícia Militar, uma funcionária do aeroporto recebeu ligação informando haver um explosivo em um voo da Air Europa. A chamada foi encerrada logo em seguida. Identificação do autor Equipes especializadas do GATE e policiais da área realizaram diligências e identificaram o autor da ligação, um…
Adolescente de 16 anos morre baleado ao gravar vídeo com arma no Jardim Guarujá, Zona Sul de SP
Adolescente de 16 anos morre baleado ao gravar vídeo com arma no Jardim Guarujá, Zona Sul de SP


Disparo ocorreu durante “brincadeira” com revólver na garagem de uma casa; colega fugiu com o pai e deve se apresentar à polícia
Um adolescente de 16 anos morreu após ser atingido por um tiro na cabeça na tarde de segunda-feira (16), no bairro Jardim Guarujá, na Zona Sul de São Paulo.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o disparo ocorreu na Rua Cittadella, na garagem de uma residência. A vítima gravava um vídeo enquanto um colega da mesma idade manuseava um revólver e girava o tambor da arma.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e levou o jovem ao Hospital M’Boi Mirim, mas a morte foi constatada na unidade.
Investigação
De acordo com a SSP, após o disparo o adolescente que estava com a arma deixou o local acompanhado do pai.
A mãe do autor do disparo informou à polícia que o filho deverá se apresentar à autoridade policial acompanhado de advogado.
O caso foi registrado como homicídio no 47º Distrito Policial (Capão Redondo).
A Polícia Civil apura as circunstâncias do disparo e investiga se a arma pertence ao pai do adolescente que efetuou o tiro.
Sepultamento
O corpo da vítima foi enterrado na manhã desta quarta-feira (18) no Cemitério Jardim da Paz, em Embu das Artes, na Grande São Paulo.
As investigações seguem em andamento.
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Banco Central decreta liquidação do Pleno


O anúncio da liquidação extrajudicial do Banco Pleno pelo Banco Central do Brasil acrescenta um novo capítulo à história recente de intervenções no sistema financeiro, ao mesmo tempo em que testa, mais uma vez, os mecanismos de proteção a depositantes e a capacidade das autoridades de conter focos localizados de instabilidade. Em nota oficial, a autarquia comunicou, nesta quarta‑feira, a retirada ordenada da instituição do Sistema Financeiro Nacional, estendendo o regime especial também à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, ambas integrantes do conglomerado prudencial Pleno.
Segundo o Banco Central, a medida não foi repentina, mas resultado de um processo de deterioração prolongada, marcado pelo comprometimento da situação econômico‑financeira do banco, agravado por problemas de liquidez e pelo descumprimento de normas prudenciais e de determinações da supervisão. Em termos técnicos, a nota fala em “comprometimento da situação econômico‑financeira, com deterioração da liquidez, infringência às normas que disciplinam a atividade bancária e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”, fórmula que traduz, em linguagem institucional, um quadro de fragilidade patrimonial combinado com falhas de governança e de conformidade regulatória.
A instituição, rebatizada como Banco Pleno após ter operado sob a marca Voiter, era controlada por Augusto Ferreira Lima, ex‑CEO e ex‑sócio do Banco Master, e liderava um conglomerado classificado no segmento S4 da regulação prudencial, isto é, de pequeno porte, com participação modesta no conjunto do sistema. De acordo com dados divulgados pela autoridade monetária, o grupo detinha cerca de 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional, com passivo estimado em R$ 6,8 bilhões, dos quais aproximadamente R$ 5,2 bilhões concentrados em CDBs e cerca de R$ 760 milhões em letras financeiras. Essa dimensão reduzida, embora limite o potencial de contágio sistêmico, não é desprezível do ponto de vista dos investidores e depositantes diretamente expostos.
A liquidação extrajudicial, ao contrário de uma simples intervenção temporária, pressupõe o diagnóstico de que já não há um plano viável de recuperação. Trata‑se de um mecanismo de resolução em que o funcionamento do banco é interrompido, suas atividades operacionais são suspensas e todas as obrigações passam a ser consideradas vencidas, para que se proceda à apuração ordenada do ativo e do passivo e à satisfação, na medida do possível, dos credores, segundo a ordem legal de preferência. Nos termos da legislação em vigor, a decretação do regime torna indisponíveis os bens dos controladores e administradores, enquanto o Banco Central conduz, paralelamente, processos administrativos destinados a apurar responsabilidades, que podem resultar em sanções e remessa de elementos a outros órgãos, inclusive de persecução penal.
O contexto que antecedeu a decisão é revelador. Desde 2025, o mercado vinha sinalizando desconfiança crescente em relação ao risco de crédito do Banco Pleno, com seus títulos sendo negociados no mercado secundário a taxas significativamente superiores ao CDI, reflexo da venda forçada de papéis e da dificuldade da instituição em se financiar a custos compatíveis. Em novembro do ano passado, o Banco Central já havia adotado medidas para desarticular o conglomerado, após identificar problemas de solvência, indícios de irregularidades contábeis e risco de contaminação de outras entidades ligadas ao chamado “caso Master”, que envolveu investigações sobre operações do Banco Master e de estruturas a ele associadas.
A partir da liquidação, o foco desloca‑se, inevitavelmente, para a proteção dos clientes. Os saldos de contas de depósito e uma ampla gama de aplicações estão cobertos pela rede de segurança do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que já se prepara para indenizar credores elegíveis assim que o liquidante, nomeado pelo Banco Central, consolidar as informações necessárias. Pelas regras atuais, cada CPF ou CNPJ tem cobertura até o limite de R$ 250 mil por instituição, respeitado o teto global de R$ 1 milhão, renovável a cada quatro anos, abrangendo depósitos à vista e a prazo, CDBs, RDBs e letras de crédito de natureza imobiliária e do agronegócio. Estimativas divulgadas pelo próprio FGC indicam que a exposição potencial decorrente da quebra do Banco Pleno pode chegar a R$ 4,9 bilhões, alcançando aproximadamente 160 mil credores, cifra que dimensiona a magnitude do esforço de ressarcimento, ainda que diluída ao longo do tempo.
Para além da rede de garantia, a liquidação extrajudicial expõe de forma pedagógica a centralidade da confiança no funcionamento do sistema bancário. Analistas de crédito lembram que, em um banco comercial, a liquidez é o oxigênio que mantém a engrenagem em movimento: sem capacidade de rolar captações, renovar depósitos e acessar o mercado, mesmo instituições com ativos relevantes podem entrar rapidamente em colapso operacional. No caso do Banco Pleno, a escalada das taxas exigidas pelos investidores em seus CDBs e letras financeiras sinalizava, há meses, uma espécie de plebiscito silencioso sobre a confiança na instituição, que acabou por se tornar insustentável.
Do ponto de vista regulatório, a decisão reforça a estratégia do Banco Central de atuar com firmeza em conglomerados menores que apresentem sinais de risco elevado, mesmo quando a participação no sistema é relativamente modesta. A lógica é evitar que focos de desorganização contábil, infração normativa e gestão temerária se convertam em vetores de contágio, seja por vínculos societários com outras instituições, seja por efeitos reputacionais em segmentos específicos do mercado de capitais. Nesse sentido, a liquidação do Banco Pleno dialoga com um ciclo mais amplo de intervenções decorrentes do caso Master, em que o regulador buscou, ao longo de meses, estancar potenciais riscos antes que se amplificassem.
Para os pequenos poupadores, porém, a linguagem da macroprudência convive com preocupações prosaicas: quando o dinheiro ficará disponível, como acionar o FGC, de que maneira identificar o saldo elegível à garantia. Guias publicados por especialistas em investimento reiteram que, uma vez deflagrada a liquidação, a prioridade é acompanhar as comunicações oficiais do Fundo Garantidor, que abrirá, em momento oportuno, canais digitais para verificação de valores e instruções de resgate, normalmente vinculados ao CPF do investidor e às instituições pagadoras conveniadas. Embora o histórico de atuações do FGC indique elevado grau de efetividade na restituição de valores garantidos, o processo não é instantâneo e exige um intervalo técnico até a consolidação da base de dados fornecida pelo liquidante.
A liquidação do Banco Pleno, portanto, opera em múltiplos planos. No plano sistêmico, é um exercício de contenção de danos e de reafirmação da vigilância prudencial, com um recado claro ao mercado sobre os limites da tolerância regulatória a desajustes de liquidez e infracções normativas. No plano institucional, representa o encerramento de um ciclo conturbado, em que uma instituição de pequeno porte, nascida de reestruturações sucessivas e mudanças de controle, não logrou recompor a confiança necessária para sobreviver em um ambiente de juros elevados e competição intensa por funding. No plano individual, é um lembrete concreto, para milhares de investidores de varejo, da importância de diversificar relações bancárias e observar, com atenção redobrada, os sinais de mercado que antecedem movimentos de ruptura.
Em última instância, o episódio devolve à agenda pública um tema que, não raro, se oculta sob a superfície de números e jargões técnicos: a delicada equação entre liberdade empresarial, disciplina de mercado e intervenção estatal em um setor em que a matéria‑prima mais valiosa não é apenas o capital, mas a confiança.
Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe
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Carnaval de SP é monitorado por 40 mil câmeras com reconhecimento facial e divide opiniões entre foliões
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