Autor: Vinicius Mororó
Aos 68 anos, foliona vira símbolo de resistência no Carnaval do Centro de SP: ‘Tenho energia até o fim do bloco’
Odette Noronha acompanhou o Explode Coração pelas ruas da região central da capital e já planeja a próxima parada na Zona Sul Se engana quem pensa que o Carnaval é só para os mais jovens. Aos 68 anos, Odette Noronha esbanjou disposição neste domingo (15) ao acompanhar o bloco Explode Coração pelas ruas do Centro de São Paulo. Animada do início ao fim, ela garante que fôlego não é problema. “Tenho energia pra ficar até o fim do bloco, é tudo muito bom”, afirmou, enquanto seguia o trio elétrico que tradicionalmente homenageia Maria Bethânia. Figura conhecida entre os frequentadores do…
Galo da Madrugada: ícone do Carnaval de Recife que ecoa por todo o Brasil


O Galo da Madrugada, ícone perene do carnaval recifense, desfilou mais uma vez pelas artérias centrais do Recife, arrastando uma multidão que transcende números para se afirmar como manifestação viva da alma pernambucana. Considerado o maior bloco de carnaval do mundo pelo Guinness World Records desde 1994, o Galo completou, em 2026, quase cinco décadas de existência, desde sua gênese humilde em 1978, quando Enéas Freire reuniu setenta e cinco amigos fantasiados de almas penadas para reviver o carnaval de rua no bairro de São José. Sob o sol escaldante da manhã de sábado de Zé Pereira, o arrastão de seis quilômetros e meio pulsou com trinta trios elétricos, seis carros alegóricos e um elenco de artistas que honraram a tradição com vigor renovado, atraindo público recorde estimado em mais de dois milhões de foliões.
A saída pontual às nove horas, do Forte das Cinco Pontas, marcou o despertar oficial da folia em Pernambuco. O percurso, que serpenteia pela Rua Imperial, Avenida Sul, Praça Sérgio Loreto, Avenida Dantas Barreto, Avenida Guararapes e Rua do Sol, transformou o centro histórico em um oceano de cores e sons, onde o frevo, ritmo patrimônio imaterial da humanidade, ditava o compasso da celebração. O tema deste ano, Frevo no Planeta Galo, elevou a festa a uma dimensão cósmica, projetando o passo brasileiro para além dos confins terrestres, em uma metáfora que une tradição local à universalidade da alegria. Esculturas gigantes, como o Galo de trinta e dois metros erguido com materiais reciclados pelos artistas Leopoldo Nóbrega e Germana Xavier, erguiam-se como sentinelas da memória cultural, homenageando figuras como Dom Helder Câmara e Nise da Silveira, ícones de resistência e humanidade.
Desde sua primeira madrugada, em quatro de fevereiro de 1978, quando uma banda de vinte e dois músicos ecoou pelas ruas estreitas de São José e Santo Antônio, o Galo da Madrugada evoluiu de um clube de máscaras familiar para fenômeno global. Enéas Freire, visionário que buscava resgatar o carnaval nostálgico de rua, plantou a semente de um movimento que, ano após ano, multiplicou-se em proporções épicas. Nos anos iniciais, o bloco era poeira e serpentinas, passos atrás e orquestras ambulantes; hoje, é um colosso logístico com mais de mil e duzentos artistas simultâneos, duração de nove horas e infraestrutura que inclui linhas de transporte especial da CTTU, como a Circular do Galo, para democratizar o acesso. Essa atração de décadas reside na capacidade de o Galo ser, simultaneamente, raiz e expansão: um estado de espírito, como bem definiu uma foliã servidora pública, onde o Recife inteiro se dissolve em ritmo coletivo.
As atrações musicais deste ano compuseram um mosaico de gerações e estilos, fiel à essência eclética do bloco. Elba Ramalho abriu, com seu drive potente, evocando o Nordeste profundo; Priscila Senna e Chico César trouxeram frescor contemporâneo, enquanto Raphaela Santos e Silva infundiram alma soul à massa dançante. Nomes consagrados do frevo pernambucano, como Almir Rouche, André Rio, Nena Queiroga, Geraldinho Lins, Gustavo Travassos, Nonô Germano e Michelle Melo, alternavam-se nos trios com maestros Spok e Forró, garantindo que o passo clássico não se perdesse no frenesi moderno. A multidão, heterogênea em idades e origens, de recifenses natos a visitantes de Afogados da Ingazeira, distantes trezentos e oitenta e seis quilômetros, pulsava uníssona, com embarcações no Capibaribe convertidas em camarotes flutuantes e o ar carregado de emoção palpável. Gestores financeiros e foliões anônimos ecoavam o mesmo sentimento: a grandeza da cultura local, gigante e linda, que o Galo preserva e amplifica.
Quarenta e oito anos de reinado não se sustentam apenas em números impressionantes, dois milhões e quinhentos mil foliões em edições recentes, segundo estimativas, mas na resiliência simbólica do Galo como desperta-dor da cidade. Antes da abertura do comércio, quando o sol ainda tímido ilumina as fachadas coloniais, o bloco irrompe como um manifesto de vitalidade popular. Críticos nostálgicos, como foliões de duas décadas, apontam para uma certa comercialização, ansiando pelo retorno às raízes poeirentas; no entanto, o Galo equilibra tradição e inovação, homenageando Alceu Valença e Lenine em edições passadas, celebrando os cento e vinte anos do frevo e integrando vozes emergentes como Clara Sobral, que substituiu Marron Brasileiro em uma guinada de última hora. Essa atração duradoura explica-se pela capacidade de o bloco ser espelho da identidade pernambucana: um frevo que gira, gira e não para, misturando o sagrado e o profano, o passado e o porvir.
Enquanto o arrastão se desenrolava, o Recife revelava sua vocação carnavalesca em camadas. Famílias inteiras, casais entrelaçados, grupos de amigos separados por barreiras sociais mas unidos pelo passo, compunham o tecido humano do desfile. O Galo não é mero evento; é liturgia urbana, onde o suor se confunde com serpentinas e o cansaço vira êxtase. Na Ponte Duarte Coelho, onde o Galo sobe às dezoito horas para permanecer até o domingo seguinte, a festa se prolonga, garantindo que o espírito da madrugada irradie por dias. A logística impecável, shoppings como pontos de partida para ônibus especiais, democratiza a alegria, permitindo que o sonho do maior bloco do mundo alcance os confins da região metropolitana.
Ao entardecer, quando o último trio se dissipava na Rua do Sol, restava no ar o eco de uma tradição que resiste ao tempo. O Galo da Madrugada, com suas décadas de brilho, reafirma que o carnaval recifense não é efemeridade passageira, mas fluxo perene de criação coletiva. Ele atrai não por escala apenas, mas por ser o pulsar de um povo que, em cada giro do frevo, reinventa sua história. No coração do Recife, o Galo canta, e o Brasil inteiro ouve: o carnaval é, acima de tudo, a vitória da vida sobre a rotina.
Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe
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Há poucos dias, recebi uma sugestão de matéria do nosso colega jornalista Beto, presidente da Associação Brasileira de Segurança Pública e Privada, no que diz respeito ao maior relâmpago já registrado na História, o qual teria ocorrido no Brasil. Após as devidas pesquisas, seguindo o padrão HostingPress, passo a redigir. Na madrugada de 31 de outubro de 2018, um único clarão cortou o céu do Sul do Brasil e, sem que os habitantes soubessem, inscreveu o país na história dos extremos atmosféricos. Aquele relâmpago, invisível a olho nu na sua verdadeira dimensão, percorreu nada menos que 709 quilômetros em linha…
Presidente da União Imperial revela bastidores do 11º título no Carnaval de Santos, no ano do cinquentenário
Presidente da União Imperial revela bastidores do 11º título no Carnaval de Santos, no ano do cinquentenário


Após quatro vice-campeonatos consecutivos, a União Imperial voltou ao topo do Carnaval de Santos. A conquista do 11º título da agremiação do bairro Marapé teve um peso simbólico adicional: ocorreu justamente no ano em que a escola celebra 50 anos de fundação.
Em entrevista, o presidente Luiz Alberto Martins, conhecido como Pelé, de 62 anos, detalhou os bastidores da preparação para o desfile que levou à Passarela do Samba Dráuzio da Cruz o enredo “Consagração em Orixá: Renascer em União é a Chave da Vida”.
Primeira escola a desfilar pelo Grupo Especial em 2026, posição tradicionalmente vista como desafiadora, a União Imperial apostou em espiritualidade, organização e impacto visual com destaque para o carro abre-alas além da presença de musas como Viviane Araújo e Sheila Mello.
Tradição construída na união
Fundada em 1976, a escola surgiu após o bairro Marapé ficar sem blocos carnavalescos. Moradores que frequentavam as agremiações Brasil e Império do Samba participaram de um desfile na Vila Mathias, o que reacendeu o desejo de criar um reduto próprio.
O nome União Imperial simboliza justamente a junção das comunidades do Marapé e da Vila Mathias, além da ligação histórica com o Império do Samba.
Pelé passou a integrar a administração da escola em 2006, como tesoureiro, e está há sete anos na presidência. Segundo ele, apesar da rivalidade natural da avenida, a relação entre as escolas é de cooperação fora do desfile.
“A disputa é só na avenida. Fora dela, as escolas precisam caminhar juntas para melhorar estrutura e recursos. Somos coirmãs”, afirmou.
Regularidade e persistência
Apesar da sequência de vice-campeonatos recentes, o presidente afirma que não houve mudança estrutural significativa na postura da escola.
“A União foi campeã em 2018 e 2019. Nos últimos quatro anos poderia ter vencido também. Desta vez deu certo. Uma escola como a União sempre disputa o pódio”, avaliou.
A preparação começou em setembro, com cerca de 37 ensaios regulares, além de ensaios de rua e técnico na passarela. O foco esteve na disciplina dos componentes, atenção às regras e eliminação de detalhes que possam gerar perda de pontos.
“Carnaval é disputa. Não é só festa. Um relógio, um celular na avenida pode custar décimos decisivos”, ressaltou.
Enredo e espiritualidade
A escolha do enredo foi resultado de debates internos. A diretoria desejava marcar o cinquentenário, mas sem restringir o desfile apenas à retrospectiva histórica.
O carnavalesco, em conjunto com Lúcio Nunes, construiu uma narrativa que conectou ancestralidade, espiritualidade e trajetória da escola, resultando no conceito de renascimento e união.
Bastidores e desafios financeiros
Com aproximadamente 1,5 mil componentes na avenida, a logística envolve múltiplas frentes: figurinos, ferragens, marcenaria, iluminação, transporte e organização de alas.
O orçamento é um dos maiores desafios. A escola recebe R$ 232 mil de verba municipal, mas o custo total do desfile gira em torno de R$ 350 mil. A diferença é coberta com eventos na quadra, parcerias e contribuições de alas, como o grupo “Amigos da União”, que promove ações para custear fantasias e estrutura.
“O maior desafio das escolas é financeiro. Carnaval é caro e exige reinvenção constante”, destacou.
Presenças nacionais e visibilidade
Viviane Araújo e Sheila Mello, que já desfilaram pela agremiação, foram convidadas novamente neste ano. Além do impacto artístico, a presença das musas contribui para a arrecadação em eventos preparatórios e amplia a visibilidade do Carnaval santista.
“Elas engrandecem o desfile e levam o nome da União e do Carnaval de Santos para outros centros”, afirmou o presidente.
Emoção e responsabilidade
Para Pelé, o momento mais intenso ocorre da concentração até a dispersão.
“É tensão na entrada, atenção durante o desfile e emoção quando cruzamos a linha final sabendo que deu tudo certo.”
Presidir uma escola, segundo ele, exige habilidade para lidar com diferentes perfis e manter o grupo unido em torno de um único objetivo.
“No desfile, todos têm a mesma importância: da rainha ao integrante que empurra o carro alegórico.”
Um título histórico
A conquista no ano do cinquentenário foi classificada por Pelé em uma palavra: perseverança.
Além do troféu, ele aponta sonhos estruturais ainda não realizados, como a construção de um barracão próprio e melhorias na quadra.
“Ganhar no cinquentenário é histórico. Mas o trabalho continua. Escola de samba vive de superação.”
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A chef Helena Rizzo comemora, em março, os 20 anos do restaurante Maní com uma série de novidades que reforçam sua conexão com a culinária brasileira. Para marcar a data, a casa passou por uma renovação no ambiente e prepara um jantar inédito que reunirá ex-chefs que fizeram parte da história do restaurante. Conhecida por sua cozinha autoral e estética minimalista, Helena vem aprofundando cada vez mais sua relação com ingredientes e referências do Brasil. Se no início o Maní tinha um cardápio com forte apelo saudável e toques de vegetarianismo, hoje a proposta ganhou um caráter mais brasileiro e…
Bloco protesta contra a falta de apoio da Prefeitura de SP


No epicentro da efervescência carnavalesca, onde as ruas da Consolação se transmutam em palco de resistências culturais, o Bloco Tarado Ni Você ergueu sua voz em um manifesto veemente contra a escassez de amparo institucional dispensado pela Prefeitura de São Paulo à folia de rua. Neste sábado, 14 de fevereiro de 2026, durante sua décima segunda edição consecutiva, o cortejo que homenageia Caetano Veloso com o tema Cinema transcendental desfilou pela icônica interseção da Avenida Ipiranga com a São João, no coração do Centro, mas não sem antes tecer um ato de protesto que ecoou as agruras de uma cena autônoma ameaçada pela precariedade financeira e pela priorização de megablocos patrocinados. Organizado por um coletivo de artistas independentes desde 2014, o Tarado Ni Você reuniu milhares de foliões em uma manifestação que mesclou samba, irreverência e crítica social, pendurando faixas com apelos como Respeitem os Blocos de São Paulo e exigindo políticas públicas que preservem a diversidade da festa momesca.
A insurgência ganhou contornos dramáticos após semanas de tensão, com organizadores como Rodrigo Guima, fundador do bloco, denunciando publicamente a redução de 29 por cento no orçamento municipal destinado ao Carnaval de Rua, que caiu de R$ 42,5 milhões em 2025 para R$ 30,2 milhões em 2026, apesar do recorde de 627 agremiações confirmadas. Apenas cem blocos foram contemplados pelo edital de fomento da Secretaria Municipal de Cultura, recebendo repasses irrisórios de até R$ 25 mil cada, quantia insuficiente para cobrir despesas que, no caso de eventos como o Tarado Ni Você ou o Pagu, ultrapassam R$ 250 mil, abrangendo som, alegorias, seguros e logística. A gestão do prefeito Ricardo Nunes, do MDB, argumenta oferecer infraestrutura integral, com 58 mil agentes de segurança, 13 mil de limpeza e operação integrada de trânsito, saúde e direitos humanos, mas transfere aos coletivos a onerosidade de captar patrocínios privados, uma tarefa hercúlea em tempos de recessão econômica e competição acirrada por marcas como Ambev e Amstel.
Essa queixa não é isolada, mas reverbera um descontentamento coletivo gestado desde o pré-Carnaval, quando blocos tradicionais como Baixo Augusta, Casa Comum, Exploração, Meu Bloco Explodiu, Bloco do Tatué, Esfarrapado e Charanga do França uniram-se em um protesto silencioso na própria Rua da Consolação, erguendo estandartes no Bar do Jão para alertar sobre o momento crítico vivido pela manifestação cultural. A nota conjunta dos agitadores enfatizava a disputa desigual pelo espaço urbano, o avanço predatório de megablocos hiperpatrocinados que monopolizam alvarás e visibilidade, e a ausência de diálogo com a administração municipal, que ignora o legado de uma folia que movimenta bilhões na economia local, gerando empregos temporários, turismo e vitalidade democrática. Para Rafaela Barcala, porta-voz do Tarado Ni Você, a prefeitura deveria prover o mínimo essencial, como policiamento ostensivo e limpeza eficiente, já que a festa impulsiona o PIB paulista sem contrapartidas proporcionais.
O histórico do bloco ilustra perfeitamente essa saga de precariedade e resiliência. Nascido em 2014 como tributo à obra de Caetano Veloso, o Tarado Ni Você consolidou-se como um dos pilares do Carnaval de rua, arrastando multidões com repertórios que fundem Tropicália a ritmos contemporâneos, sempre sob o signo da irreverência queer e feminista. Em 2023, enfrentou exclusão por inscrição tardia no cadastro municipal, forçando uma reunião de emergência para debater alternativas, mas emergiu vitorioso nos anos subsequentes graças a vaquinhas online e apoios pontuais. Nesta edição, a confirmação de patrocínio da Amstel, a três dias da folia, salvou o desfile de um colapso iminente, após paralisação da produção e cogitação de empréstimos bancários, mas o episódio escancarou as fragilidades do modelo híbrido de financiamento, dependente de editais capengas e captações exaustivas.
Críticos culturais, como aqueles vinculados à Universidade de São Paulo, interpretam o levante como sintoma de uma gentrificação carnavalesca, onde a essência comunitária e periférica da festa é sufocada pelo espetáculo corporativo. Enquanto megablocos como Acadêmicos do Baixada ou Gaviões da Fiel ostentam estruturas milionárias no Anhembi, blocos autônomos lutam por banheiros químicos, grades de contenção e som potente, agravados por problemas crônicos como superlotação, furtos de celulares e banheiros a céu aberto no Centro, conforme relatos do G1 durante os primeiros dias de folia. A Prefeitura rebate em notas oficiais, destacando a política de fomento iniciada em 2024 e a infraestrutura para o maior Carnaval do Brasil, mas organizadores contrapõem que o corte orçamentário reflete prioridades equivocadas, em uma cidade que viu o pré-Carnaval marcado por sujeira e caos logístico.
O protesto do Tarado Ni Você, portanto, transcende o lamento conjuntural para afirmar uma identidade política intrínseca ao bloco, que desde sua gênese incorpora dissidências contra o conservadorismo e a mercantilização cultural. Com fantasias evocando o cinema transcendental de Caetano, os foliões serpentearam pelas avenidas, entoando Tropicália e Sampa como hinos de resistência, enquanto faixas e performances teatrais ironizavam a privatização da folia. Especialistas em políticas culturais, como os do Observatório do Carnaval Paulista, preveem que ações como essa catalisem reformas, pressionando por um edital mais inclusivo e verbas fixas para blocos raiz, preservando a pluralidade que distingue São Paulo de Rio ou Salvador. Em meio a 15 milhões de participantes estimados, o gesto reafirma o Carnaval como arena de cidadania, onde o samba não apenas diverte, mas interpela o poder constituído.
Enquanto a noite avançava, com o Centro pulsante de batuques e confetes, o Tarado Ni Você dispersou-se sem incidentes, mas com a semente do inconformismo plantada. A gestão Nunes, pressionada por opositores no Legislativo municipal, pode rever posturas ante os balanços pós-folia, especialmente se dados econômicos confirmarem o impacto bilionário da festa. Para os fazedores de cultura, o recado é claro: o Carnaval de rua não é commodity negociável, mas patrimônio imaterial que demanda cultivo público. Assim, em 2026, sob o signo de Caetano, São Paulo dança entre a festa e a luta, garantindo que a voz dos pequenos blocos não seja engolida pelo tropel dos gigantes.
Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe
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Em pleno do Carnaval paulistano, onde o ritmo das baterias se entrelaça com a efervescência coletiva da folia, uma operação inusitada da Polícia Civil revelou, na tarde deste sábado, 14 de fevereiro de 2026, a astúcia das forças de segurança em combater o flagelo dos furtos de celulares. Agentes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, o renomado DHPP, infiltraram-se entre os foliões de um animado bloco na região da República, no Centro de São Paulo, trajando fantasias inspiradas nos icônicos personagens da Turma do Scooby-Doo, especificamente como Scooby e Daphne. Essa estratégia camuflada permitiu não apenas a…
Sob o fulgor multicolorido das luzes que iluminavam a passarela do Samba, no coração pulsante do Sambódromo do Anhembi, a euforia carnavalesca de São Paulo foi subitamente atravessada por um episódio que revela as sombras inerentes à grandeza dos festejos populares. Na noite de sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, por volta das 20h40, um homem de 29 anos, condenado e procurado pela Justiça por vias de fato, ou seja, agressão física, com pena que varia de 15 dias a três meses de detenção ou multa equivalente, foi detido pela Polícia Militar ao tentar ingressar no complexo, justamente quando as…
Enquanto milhares de foliões ocupam as ruas para curtir o Carnaval em São Paulo, outro grupo trava sua própria disputa nos bastidores da festa: os ambulantes. Desde a semana anterior ao início oficial da folia, trabalhadores informais foram vistos acampados no entorno do Parque Ibirapuera, na zona sul da capital, para garantir espaço nos megablocos que desfilam pela região. Durante o pré-Carnaval, dezenas de vendedores montaram barracas improvisadas e passaram noites no local para assegurar um ponto estratégico de trabalho. Megablocos arrastam multidões O Ibirapuera tem sido palco de alguns dos maiores blocos da cidade. No pré-Carnaval, o megabloco da…
Quem era José Álvaro Moisés, fundador do PT que morreu após se afogar no litoral norte de SP
O cientista político e sociólogo José Álvaro Moisés morreu aos 81 anos nesta sexta-feira (13) após se afogar na Praia de Itamambuca, em Ubatuba, no litoral norte paulista. Ele foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e referência nos estudos sobre democracia no Brasil. Professor titular aposentado de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), Moisés construiu uma trajetória acadêmica marcada pela análise das instituições políticas brasileiras e da qualidade da democracia. Referência na Ciência Política Para a Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP), José Álvaro Moisés foi uma…
